4 coisas assustadoras que vivi no famoso ‘Halloween Horror Nights’ da Universal


N

ão tem como começar esse texto de outro jeito: eu sou muito medrosa. Eu fujo de filmes de terror e de eventos do tipo – qualquer “noites do terror” pra mim é um pesadelo. Mas, sim, é uma contradição, porque eu simplesmente amo o Halloween desde quando era pequena. Amo filmes como Estranho Mundo de Jack e todo o universo do Tim Burton, além de ser apaixonada nas bruxas de Abracadabra até hoje. Mas não venha com um Jason Voorhees, Hellraiser ou Michael Myers, não: eu saio correndo, literalmente.

E foi exatamente isso que aconteceu no início de setembro deste ano, quando fui pela primeira vez em um dos eventos mais hypados de Halloween no mundo todo: o Halloween Horror Nights, no Universal Studios Florida, nos Estados Unidos, a convite da Visit Orlando – associação não-governamental de fomento ao turismo na região. Me vi correndo de monstros, personagens icônicos do universo do terror e até… tentando fazer amizade com eles.

Bem, sabe a ideia de entrar em um filme de terror? É mais ou menos essa a proposta do evento — com a diferença de que não tem uma tela separando você dos personagens. Eles estão nas ruas, nas chamadas “zonas de terror”, em que você convive com monstros de todo o tipo, e nas casas temáticas em que você não sai sem levar susto. Não mesmo. Antes de chegarmos ao evento, eu já tinha avisado a todos na presstrip: “tô com medo, vou precisar comprar um daqueles avisos para não levar susto”. Não comprei e me diverti muito.

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Esse ano, o evento celebrou 35 anos do Halloween Horror Nights e foi comandada por dois personagens clássicos do evento, que são próprios da Universal: Jack the Clown e Dr. Oddfellow. A dupla protagoniza a casa Jack & Oddfellow: Chaos & Control, em que a rivalidade entre os dois acaba dando lugar a uma aliança assustadora.

Como tudo começou

O evento começou em 1991, com o nome Fright Nights, apenas uma casa mal-assombrada e três noites de programação. Em 2026, comemora 35 anos com dez casas, experiências nas ruas e apresentações ao vivo, em noites selecionadas de 28 de agosto a 1º de novembro. O Halloween por lá começa bem antes de outubro!

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E tem muita gente disposta a pagar para passar medo. Uma reportagem da Forbes publicada em 2023 reuniu estimativas de analistas que apontavam entre 30 mil e 35 mil visitantes por noite, ou cerca de 1,5 milhão de visitas ao longo da temporada, só na Flórida. O número ajuda a dimensionar o sucesso do evento, mas não é um balanço de público de 2026.

E eles estão bem acompanhados: a edição reúne outras casas mal-assombradas, incluindo experiências inspiradas em Stranger Things 5, Sinners, Ozzy Osbourne e Hellraiser. Spoiler: eu fui em três delas (passei a principal e a de Hellraiser, claro, porque apesar da diversão, o medo prevalece).

A seguir, listei 4 partes desse rolê assustador que merecem ser compartilhados — e precisam ficar radar de quem sonha em viver o evento (que, sim, eu quero voltar).

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1. Casa mal-assombrada com produção de cinema

Esqueça a ideia de uma casinha com alguns enfeites assustadores. As atrações do Halloween Horror Nights são percursos temáticos com cenários, personagens e detalhes pensados para colocar o público dentro de uma história… assustadora. Em 2026, o cardápio do medo mistura produções conhecidas e criações originais da Universal. É aquele tipo de passeio em que prestar atenção à decoração faz parte da experiência — enquanto você tenta descobrir de onde pode vir a próxima surpresa.

A “menos” assustadora foi a de Ozzy Osbourne, em que a casa estava mais bonita do que… assustadora. Mas isso não quer dizer que não levei nenhum susto, muito pelo contrário. De qualquer espaço vazio e escuro saía alguém pronto pra assustar e me fazer berrar. Na de Stranger Things, eu tive a experiência real de ser levar um susto de um demodog e não desgrudar da mão das minhas colegas jornalistas em nenhum momento.

2. Me diverti criando rotas longe das ‘zonas de susto’

As casas são apenas uma parte da programação. O parque também tem as chamadas scare zones, áreas temáticas de terror espalhadas pelas ruas. Ou seja: o percurso entre uma atração e outra também entra na brincadeira e se você quer ir de um lugar para o outro precisa passar por elas.

Uma das propostas de 2026 é a Downtown Clowntown, que reúne figuras como Art, de Terrifier, e os personagens de Killer Klowns from Outer Space. Quem tem medo de palhaço já entendeu o clima, né?

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Uma das estratégias para passar pelos monstros – depois que já tínhamos acostumado um pouco com eles – foi interagir com eles de forma direta. Dei oi para alguns, elogiei a fantasia de outros, bati palma e dei parabéns para outros – uma tática de desespero, ao mesmo tempo em que eu não tirava a mão do ombro de uma das colegas jornalistas que me fez companhia.

3. Interagir com monstros ‘de verdade’

Toda atmosfera do parque muda completamente após às 17h, inclusive com músicas temáticas pra aumentar a tensão. Em uma área, que não necessariamente era de “susto”, uma turma de zumbis chegou a fazer uma sinfonia de motoserras. Pois é. Desviar deles foi a solução, mas mesmo só o barulho já era muito assustador. Você andava pelo local e eles vinham até você com a motosserra que, claro, não era de verdade. Ainda bem. 

E você pensa que os monstros andando pelo parque não eram mais espertos que a gente? Em uma determinada área, próxima a um restaurante, alguns zumbis estavam de… patins. Por mais que você passasse por eles, a rapidez do susto que eles poderiam te dar vindo de trás, sem você poder desviar, era enorme. E, sim, aconteceu. Levei um dos maiores sustos da minha vida. Esses mesmos zumbis fizeram até companhia pra gente durante o jantar, só que da janela. Foi divertido.

4. Ver o terror da tela ganhar corpo

Parte do apelo do evento está em transformar universos conhecidos em lugares que o público pode atravessar. Entre as atrações anunciadas para 2026 estão uma casa baseada na quinta temporada de Stranger Things, com ameaças como Vecna e os Demogorgons, e outra inspirada em Sinners, com os vampiros do filme. Também há experiências de Hellraiser e Evil Dead Burn. O momento de reconhecer uma referência pode vir acompanhado da vontade de sair de perto dela.

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A casa que eu mais gostei foi a inspirada no filme Sinners, musical com Michael B. Jordan: em alguns momentos parecia que ele mesmo estava lá dentro de tanta similaridade com os atores contratados. E o grito de susto às vezes saía antes mesmo de… levar um susto. Aprendi que é bom gritar em um lugar em que isso não parece estranho. E foi muito, muito divertido. Saí sem voz, com um misto de adrenalina, felicidade e “ainda bem que acabou”. Ufa. O pior é que agora eu quero voltar.

Ah, e importante avisar que: não era permitido filmar dentro das casas. E, enquanto eu estava desviando de monstros, acabei esquecendo de filmar ou tirar fotos de grande parte do evento.

Está pensando em ir?

O Halloween Horror Nights exige ingresso específico, vendido separadamente da entrada regular do parque e começa às 17h. A própria Universal informa que a experiência pode ser intensa e não é recomendada para menores de 13 anos, ok? Vale considerar sua tolerância a sustos antes de colocar o passeio no roteiro.

*A jornalista da CAPRICHO viajou para os Estados Unidos a convite da Visit Orlando no início de setembro de 2026.

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Com informações da Capricho

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