Após Mailza defender relação com Lula, Bittar chama políticos da direita de “covardes”

Foto: Sérgio Vale/ac24horas

O senador Marcio Bittar (PL-AC) criticou políticos eleitos pela direita que passaram a defender o respeito ao resultado das urnas e a pacificação do país após as eleições. Em vídeo publicado nas redes sociais na terça-feira, 27, o parlamentar chamou esses políticos de “covardes”, “traíras” e “oportunistas” e acusou o presidente Lula (PT) de fazer promessas eleitorais que, segundo ele, não serão cumpridas.

A manifestação ocorreu após a governadora reeleita do Acre, Mailza Assis (Progressistas), defender uma relação institucional com o governo federal, apesar de ter apoiado Flávio Bolsonaro (PL) na disputa presidencial. Após a vitória no segundo turno da eleição estadual, Mailza afirmou que o resultado das urnas precisa ser respeitado e que o Acre deve buscar parcerias com a União para garantir recursos e ações à população.

“Agora a mídia mostra um monte de político que se elegeu na esfera da direita, já dizendo que não, agora vamos respeitar o resultado eleitoral, é hora de passar pano em tudo o que aconteceu, vamos pacificar o país. Bando de covarde, bando de traíra, bando de sanguessuga, oportunistas”, afirmou Bittar.

Na avaliação do senador, os políticos que defendem a pacificação estariam interessados em manter proximidade com o governo federal, independentemente de quem esteja no poder. “O que esses políticos na verdade querem é ficar do lado de qualquer governo. O que eles querem é que nós esqueçamos o que aconteceu”, declarou.

Bittar também acusou Lula de promover um “estelionato eleitoral” ao citar promessas relacionadas ao Pé-de-Meia, à renegociação de dívidas de microempresários e ao fim da escala de trabalho 6×1. O senador afirmou que o governo e seus aliados estariam recuando de compromissos assumidos durante a campanha. “Então, tudo isso que foi prometido, não foi estelionato eleitoral? Claro que foi”, disse.

O parlamentar também criticou a política de reajuste do Bolsa Família e acusou o PT e setores da esquerda de utilizarem a dependência de benefícios sociais como instrumento eleitoral.

“Aliás, o PT precisa de pobre, precisa de pobreza. Jamais eu vou culpar, imagina uma mãe de família votar num candidato com medo de que, se votar num outro candidato, o prato de comida que ela depende do auxílio do governo, ela vai deixar de ter”, afirmou.

Em seguida, Bittar acusou adversários políticos de ameaçarem eleitores durante a campanha. “Isso é um crime que eles fazem, vocês do PT e da esquerda ganham eleição ameaçando as pessoas”, declarou.

No fim do vídeo, Bittar voltou a manifestar solidariedade ao senador Flávio Bolsonaro (PL), a quem apoiou na disputa presidencial. O parlamentar justificou a decisão de Flávio de deixar o Brasil diante da possibilidade de prisão do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“E com relação ao Flávio, ele ia ficar no Brasil esperando ser preso como o pai dele, que tá pagando com a vida, encarcerado por um crime que não aconteceu”, disse.

Bittar afirmou que continuará apoiando Flávio Bolsonaro e defendendo o grupo político ligado ao ex-presidente.

“Flávio Bolsonaro continua tendo a minha solidariedade, ele fez aquilo que deveria fazer um pai de família, para proteger a si, a sua esposa e as suas filhas, e nós continuaremos aqui lutando por um Brasil que mais cedo ou mais tarde vai voltar para o trilho”, declarou.

O senador encerrou a gravação afirmando acreditar que a verdade sobre os acontecimentos políticos recentes será revelada. “Deus nos proteja, e a verdade, uma hora, ela vai aparecer”, concluiu.

Lucas Vitor

Com informações do ac24horas

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