O irmão de Lua Blanco prestou uma homenagem à atriz no “Domingo Espetacular” deste domingo (25). Pedro Sol Blanco se declarou à estrela da versão brasileira de “Rebelde” e escreveu uma música para ela após sua morte, aos 39 anos, em decorrência a um câncer no intestino. A reportagem ainda revelou uma das últimas mensagens enviadas por Lua e um alerta sobre o diagnóstico.
“Hoje de manhã veio uma melodia na cabeça, uma coisa que veio de Deus, do meu sentimento sobre o que ela representou”, afirmou Pedro, referindo-se à nova composição. Na tela, uma música com o título “Caminhada”, que diz: “Lua, a tua luz nos vivifica. Sempre atenta e alegre com a vida. Se doando e amando qualquer um que passa, iluminando o escuro que ninguém disfarça”.

Lua Blanco foi diagnosticada com câncer no intestino grosso
Em agosto, Lua foi diagnosticada com câncer no intestino grosso e ficou internada no Instituto Nacional de Câncer (Inca), nas últimas três semanas de vida. Ela enfrentava um quadro avançado da doença, que já havia atingido outros órgãos. A família e os amigos mais próximos, por sua vez, acompanharam o tratamento, mantido em sigilo após um pedido da própria artista.
“Em nenhum momento, ela perdeu a fé, ela se desesperou. Em nenhum momento, ela sequer reclamou”, disse Pedro. “Ela queria que isso realmente não vazasse, porque ela queria chegar com a boa notícia de que ela foi curada”, explicou ele sobre a decisão da irmã.
O sucesso de Lua Blanco com “Rebelde”
Pedro ainda elogiou a irmã, que alavancou sua carreira em 2011 ao interpretar Roberta Messi na versão brasileira de “Rebelde”, exibida pela Record. A personagem ajudou a transformar a novela em um fenômeno entre os jovens, que se estendeu até os palcos com a banda formada pelo elenco. “Ela tinha esse magnetismo da lua mesmo, sabe? Que trazia tudo para essa energia positiva que ela carregava”, declarou ele.
Colega de elenco de Blanco, Beni Falcone destacou o talento, a disciplina, e a alegria da atriz. Mesmo após o fim da novela, os dois continuaram amigos. “Quando eu vi a Lua em cima do palco durante os shows de ‘Rebelde’, eu falei: ‘Ela está exatamente onde deveria estar. [Ela é] uma estrela!’ (…) A gente se aproximou muito e eu sempre fui um admirador dela. Não só pelo talento que ela tinha, mas a Lua sempre foi muito disciplinada, justa, cuidadosa com as pessoas do set”, recordou o ator.

Um dos desejos de Lua, inclusive, era reunir o elenco da novela novamente. “Foi um projeto muito importante, foi uma coisa muito intensa e eu acho que todo aquele grupo virou uma irmandade. Ela queria muito [reuni-los]. Mas, no final das contas, ela fez isso acontecer e foi bonito. Eles estavam lá, todos juntos, um do lado do outro”, contou uma pessoa próxima à cantora.
O comentário faz uma menção direta a Arthur Aguiar, Chay Suede, Micael Borges, Sophia Abrahão e Mel Fronckowiak, que se reuniram no enterro de Lua Blanco, na última segunda-feira (19), no Rio de Janeiro.

Em outro trecho, o dominical exibiu uma das últimas mensagens escritas por Blanco. O texto foi enviado a uma amiga da cantora e falava sobre um devocional. “Me dá uma paz. No meio de todas as dúvidas e perguntas que surgiram essa semana, me conforta saber que a única coisa que eu preciso fazer é jurar lealdade a Jesus e ele me guiará para dentro do Reino dele. Sonho tanto com esse Reino, desde que eu era novinha. Só queria viver nesse Reino direto, sem oscilar, sem idas e vindas. Estar lá permanentemente”, escreveu a intérprete de Roberta.

Instituto faz alerta sobre novos casos de câncer
A morte de Lua Blanco também desperta um alerta. Segundo o Instituto Nacional de Câncer, o Brasil deve registrar cerca de 780 mil novos casos de câncer por ano até 2028. A doença está entre os tipos mais comuns no país e pode evoluir silenciosamente durante anos, a partir de lesões benignas na parede do intestino. Embora seja mais frequente com o avanço da idade, os diagnósticos em pessoas com menos de 50 anos têm aumentado.
“A partir dos 45 anos está recomendado iniciar o rastreamento do câncer, exceto se tem histórico familiar. Nesse caso, pode ser mais cedo. Por exemplo: um familiar de primeiro grau que teve câncer aos 45 [anos], os filhos e irmãos devem começar [o rastreamento precoce] a partir dos 35, 10 anos antes do diagnóstico daquele familiar próximo”, explicou um especialista. A preocupação é que o aumento dos casos tem acontecido entre as pessoas mais jovens.
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Com informações do Portal Hugo Gloss



