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ais de 150 pessoas, entre músicos, escritores e atores que interpretaram personagens criados por Sally Rooney, como Daisy Edgar-Jones e Paul Mescal, assinaram uma carta aberta publicada na revista britânica New Statesman. No documento, os artistas manifestam apoio à escritora e repudiam a suspensão da distribuição de seus livros no Reino Unido.
A decisão está relacionada ao apoio público de Rooney ao Palestine Action, grupo de ação direta que realiza protestos contra empresas ligadas ao fornecimento de armas a Israel. Em julho de 2025, autoridades britânicas classificaram a organização como terrorista, tornando crime determinadas formas de apoio e financiamento ao grupo. Alguns desses delitos podem resultar em penas de até 14 anos de prisão.
Rooney declarou a intenção de destinar os ganhos obtidos com suas obras ao Palestine Action. Diante dos riscos jurídicos relacionados à legislação antiterrorismo, a editora Faber & Faber decidiu, com o consentimento da escritora, suspender a distribuição de seus livros no país. A medida abrange tanto as edições físicas quanto as digitais. As livrarias, porém, podem continuar vendendo os exemplares físicos que já possuem em estoque.
Em entrevista ao The Guardian, Rooney declarou estar “preparada para aceitar as consequências” e afirmou ter feito o possível para ser transparente com o público sobre suas “crenças e intenções”. Além de Edgar-Jones e Mescal, que interpretaram Marianne e Connell na adaptação de Pessoas Normais para a televisão, a carta reúne nomes como Tilda Swinton, a banda Kneecap, Jessie Buckley, Naomi Klein, Zadie Smith, Jonathan Glazer e Kate Nash, entre outros.
No documento, os signatários afirmam que “Sally Rooney é uma escritora, não uma terrorista. Seus livros devem estar disponíveis ao público”. Eles também criticam a legislação que levou à suspensão da distribuição das obras e dizem que o Reino Unido teria chegado a um “ponto de absurda repressão”. “Rejeitamos categoricamente a censura, seja direta ou indireta, e incitamos o governo a mudar de rumo”, acrescentam.
A carta também classifica a restrição à disponibilidade dos livros da escritora nas livrarias britânicas como uma “afronta aos princípios básicos da liberdade de expressão, há muito tidos como certos neste país”. Os signatários ainda criticam a legislação utilizada no caso, que definem como “antiterrorista mal concebida e draconiana”.
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Com informações da Capricho



