‘Ciclone monstro’ vai chegar ao Brasil? Explicamos o que é o fenômeno climático

Pessoas observam as ondas agitadas no oceano enquanto o furacão Isaias se aproxima, em 9 de outubro de 2026, em Pensacola Beach, Flórida. (Joe Raedle/Getty Images)

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nome parece ter saído de um filme de terror, mas o fenômeno é real: o supertufão Champi, apelidado de “ciclone monstro”, ganhou destaque nesta semana pela intensidade de seus ventos. Segundo medição da agência The Weather Network, o sistema alcançou ventos sustentados de aproximadamente 296 km/h, atingindo intensidade equivalente à categoria 5, a mais alta da escala Saffir-Simpson – que mede intensidade desse tipo de fenômeno climático.

Ele tem causado efeitos principalmente na região de Taiwan, Hong Kong, Estados Unidos e México. Com tanta notícia sobre tempestades ao redor do mundo, uma pergunta viralizou nas redes sociais: ele vai chegar aqui? Bem, até o momento, não.

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O Brasil não está na rota prevista do Champi. O fenômeno está no Pacífico Ocidental, com possíveis impactos na Ásia. Os sistemas que podem provocar chuva no território brasileiro são outros — e essa diferença é essencial para entender os alertas, viu?

O que é o chamado “ciclone monstro”?

“Ciclone monstro” é um apelido usado na cobertura jornalística do Champi, e não uma categoria meteorológica, ok? O fenômeno é um ciclone tropical, ou seja, uma tempestade organizada em torno de uma área de baixa pressão, que retira energia do calor e da umidade do oceano. Parece complexo de entender, né? Mas a CAPRICHO te explica:

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Talvez você já tenha ouvido os nomes furacão e tufão e imaginado que fossem fenômenos completamente diferentes. Na verdade, são nomes regionais para o mesmo tipo de sistema. No Atlântico Norte, por exemplo, o nome usado por especialistas e membros da imprensa internacional é “furacão”. No noroeste do Pacífico, onde está o Champi, o nome é “tufão”.

Existe uma saída para evitar mais efeitos das mudanças climáticas?

Para essas tempestades se desenvolverem, não basta apenas faça muito calor: é preciso uma combinação de oceano quente, umidade e condições favoráveis dos ventos. No caso do Champi, especialistas apontam que águas próximas de 30°C ajudaram a fornecer energia para sua intensificação. E isso tem uma relação direta com o superaquecimento do planeta.

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Qual é a relação com as mudanças climáticas?

Pense no oceano quente como uma fonte de energia para a tempestade. O aquecimento dos mares causado pelas mudanças climáticas pode favorecer ciclones tropicais mais intensos, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos, a NOAA. Uma atmosfera mais quente também pode conter mais vapor d’água, aumentando o potencial de chuva desses sistemas.

Há outro agravante: a elevação do nível do mar aumenta o risco de inundação costeira durante a passagem de tempestades. Assim, os impactos podem envolver tanto os ventos quanto a água que avança sobre áreas ocupadas.

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Isso exige um cuidado na explicação: não é possível concluir que o aquecimento global “criou” o Champi apenas porque ele é muito forte. Atribuir a intensidade de um evento específico às mudanças climáticas exige uma análise própria. O que as pesquisas mostram é que o aquecimento altera as condições em que essas tempestades se desenvolvem, favorecendo riscos maiores.

Também não significa, necessariamente, que haverá mais ciclones no total. A NOAA explica que a maioria dos modelos projeta quantidade global semelhante ou menor, mas uma proporção maior de tempestades muito intensas.

Então, como ele chegará ao Brasil?

Pelas previsões disponíveis até a última quinta-feira, 22 de outubro, apontam que o Champi não chegará ao Brasil. Seu deslocamento ocorre no Pacífico Ocidental, na região da Ásia. Portanto, não há previsão de que essa tempestade atravesse o planeta e desembarque por aqui.

A confusão pode acontecer porque o Brasil também registra ciclones extratropicais, sistemas de baixa pressão geralmente associados a frentes e ao contraste entre massas de ar de diferentes temperaturas. Eles têm características distintas das de um tufão tropical.

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Esses sistemas podem influenciar o tempo principalmente no Sul e em partes do Sudeste, favorecendo chuva, ventos fortes e mudanças de temperatura. Isso, porém, não representa a chegada do Champi nem uma continuação dele.

Para os próximos dias, o Inmet prevê pancadas de chuva e trovoadas em capitais como Curitiba, São Paulo e Rio de Janeiro. A intensidade e os riscos variam de uma localidade para outra, por isso é importante acompanhar a previsão atualizada para a sua cidade. Estar fora da rota do “ciclone monstro” não elimina a necessidade de atenção aos alertas de tempo severo no Brasil, ok?

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Com informações da Capricho

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