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a contagem regressiva para os shows do BTS em São Paulo, o mapa do estádio virou motivo de cobrança do Ministério Público. O órgão deu 48 horas para que a prefeitura, a Ticketmaster Brasil e a Live Nation Brazil Concerts expliquem uma diferença entre a configuração apresentada na venda dos ingressos e uma planta publicada depois no Diário Oficial do município.
O documento inclui duas áreas próximas ao palco, identificadas como “PIT 1” e “PIT 2”, que não apareciam no material disponibilizado aos compradores. A Live Nation, por sua vez, afirma que esses setores não serão instalados.
O despacho da Promotoria de Justiça do Consumidor da Capital foi assinado na terça-feira (20). O grupo tem apresentações marcadas para 28, 30 e 31 de outubro de 2026, no MorumBIS, com ingressos esgotados.
Por que os mapas preocupam os fãs?
Segundo o g1, consumidores questionaram a possibilidade de haver espaços reservados perto do palco que não estavam previstos na divulgação dos ingressos. A preocupação envolve especialmente o público da pista e quem adquiriu o Soundcheck Pacote VIP.
Esse pacote inclui ingresso de pista, entrada antecipada e acesso à passagem de som do BTS. Os valores foram de R$ 4.303 na modalidade inteira e R$ 3.678 com meia-entrada. Ou seja, a dúvida do ARMY é se a disposição do público será a mesma apresentada na hora da compra.
O MP solicitou à Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento uma explicação para a publicação da planta diferente e uma cópia da versão definitiva entregue ao poder público. Ticketmaster e Live Nation também devem esclarecer a divergência e apresentar o mapa válido.
O que diz a organização?
Ao g1, a Live Nation afirmou que “não haverá setor PIT nos shows do BTS em São Paulo”. A produtora também declarou que o único mapa válido é o divulgado oficialmente no site da Ticketmaster Brasil.
O despacho reconhece que manifestações públicas das organizadoras indicam a manutenção da configuração original. Ainda assim, o MP quer entender por que outra versão foi publicada no Diário Oficial.
O documento também cita uma mensagem atribuída ao atendimento oficial da Live Nation Brasil que mencionava acesso ao PIT. Uma resposta posterior semelhante teria deixado essa referência de fora.
Entre as hipóteses consideradas pela Promotoria estão uma finalidade exclusivamente técnica, operacional ou de segurança para a planta, ou um erro de divulgação. Ainda não há conclusão sobre o motivo da diferença.
Em nota ao g1, a prefeitura atribuiu à Live Nation a responsabilidade pela estrutura interna do evento e afirmou que os shows passam pelos procedimentos municipais de análise e fiscalização. A gestão também destacou suas atribuições relacionadas ao ordenamento urbano, à mobilidade e à segurança viária.
O que o MP recomenda para os shows?
Além das explicações, a Promotoria recomendou que as empresas mantenham os setores e as condições oferecidas durante a venda. A orientação é evitar áreas para convidados, divisórias ou restrições que alterem substancialmente o mapa ou prejudiquem os compradores da pista e do pacote VIP.
A recomendação admite estruturas indispensáveis por motivos técnicos, operacionais ou de segurança, desde que justificadas. Também orienta a publicação do mapa definitivo antes das apresentações, em canais oficiais de fácil acesso, com identificação dos setores e das áreas restritas.
Se uma alteração devidamente justificada impedir o cumprimento da oferta, o MP recomenda que o público seja avisado de forma clara e antecipada. Quem não aceitar a mudança deverá ter a opção de ressarcimento integral dos valores pagos, com correção monetária, sem prejuízo das demais alternativas previstas no Código de Defesa do Consumidor.
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Com informações da Capricho



