
A
morte de Lua Blanco, aos 39 anos, no último domingo (18), além de deixar os fãs extremamente abalados – e nós, da CAPRICHO, nos colocamos nesse lugar também – trouxe à tona uma conversa importante: os cuidados com a saúde do intestino também precisam fazer parte da vida de pessoas jovens. Conhecida por interpretar Roberta na versão brasileira de Rebelde, a atriz e cantora tratava um câncer de intestino em estágio avançado.
Entender os sinais da doença e saber quando buscar atendimento pode ajudar a antecipar o diagnóstico. Mas existe uma diferença importante entre conhecer os sintomas e conhecer os exames.
E aqui tem um dado importante: uma pesquisa do A.C.Camargo Cancer Center em parceria com a Nexus, revelou que 85% dos entrevistados de 16 a 24 anos nunca tinham ouvido falar da pesquisa de sangue oculto nas fezes, uma das ferramentas utilizadas na investigação e no rastreamento da doença. Ou seja, nossa galera desconhece o principal exame que pode ajudar a detectar a doença.
O câncer colorretal se desenvolve no cólon e no reto, que são partes do intestino grosso. Muitos desses tumores começam como pólipos, pequenas lesões na parede interna do órgão que podem se transformar em câncer ao longo do tempo. Identificar e retirar essas lesões é uma das formas de prevenir a doença.
O caso de Lua também traz à memória o de Preta Gil, que morreu em julho de 2025, aos 50 anos, após cerca de dois anos e meio de tratamento contra um câncer colorretal. As duas enfrentaram tumores no intestino, mas é importante lembrar que a evolução da doença e a resposta ao tratamento variam de pessoa para pessoa, ok?
A trajetória de Preta também ampliou a conversa sobre os sinais de alerta e a importância do diagnóstico precoce. Entre os sinais que precisam de avaliação médica estão:
- Sangue nas fezes, mesmo em pequenas quantidades;
- Mudanças persistentes no funcionamento intestinal, como diarreia ou prisão de ventre intensa;
- Dor ou desconforto abdominal persistente;
- Perda de peso sem explicação.
Essas alterações também podem ter outras causas. Por isso, perceber um sintoma não significa ter câncer — mas é motivo para procurar atendimento e investigar, independentemente da idade. Não é preciso esperar o quadro piorar para buscar ajuda.
Quais exames ajudam a descobrir a doença?
A pesquisa de sangue oculto nas fezes identifica pequenas quantidades de sangue que não são visíveis a olho nu. Um resultado positivo não confirma câncer: ele indica a necessidade de investigar a origem do sangramento.
Já um outro exame, chamado “colonoscopia” permite observar o interior do intestino grosso, coletar material para biópsia e retirar pólipos durante o procedimento. A confirmação de um câncer depende da análise do tecido coletado.
A indicação dos exames deve considerar sintomas, idade e histórico pessoal e familiar, viu? Especialistas orientam discutir o rastreamento a partir dos 45 anos, ou antes, conforme o risco individual. Quem apresenta sintomas precisa de avaliação em qualquer idade, sem esperar chegar à faixa etária do rastreamento.
É possível prevenir o câncer de intestino?
Alguns hábitos ajudam a reduzir o risco. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), os cuidados incluem praticar atividade física, consumir alimentos ricos em fibras — como frutas, verduras, feijão e cereais integrais —, evitar carnes processadas, como salsicha, presunto e bacon, e limitar o consumo de carne vermelha. Evitar o tabagismo e bebidas alcoólicas também faz parte da prevenção.
Essas medidas diminuem o risco, mas não oferecem proteção total: o desenvolvimento de um câncer envolve diferentes fatores, incluindo o histórico familiar. Por isso, cuidar da alimentação e se exercitar não substitui a investigação de sintomas. Conhecer o próprio corpo e procurar atendimento diante de mudanças são passos importantes para descobrir a doença mais cedo, quando as chances de sucesso do tratamento são maiores.
Com informações da Capricho



