Christa Pike voltou para a cadeia após receber alta hospitalar. Ela estava internada desde a semana passada, quando sobreviveu a duas doses de uma injeção letal. A informação foi confirmada pelos advogados da detenta à People neste sábado (10). Pike foi condenada à morte no estado do Tennessee, nos Estados Unidos, por um assassinato cometido em 1995.
Após deixar o hospital, Pike foi levada de volta ao Centro de Reabilitação Debra K. Johnson, onde está presa há mais de 30 anos. A equipe jurídica da detenta confirmou a transferência e informou que ela continuará sendo acompanhada após retornar à unidade prisional.
Os representantes também agradeceram aos profissionais responsáveis pelo atendimento da detenta durante a internação. “Ela está grata aos socorristas e à sua equipe médica pelos cuidados prestados nessas circunstâncias extraordinárias. Ela continua recebendo cuidados médicos na prisão e continuaremos acompanhando sua recuperação”, acrescentaram.
Apesar da alta, os advogados afirmam que ainda existem “questões significativas” sobre os possíveis “efeitos a longo prazo” da tentativa de execução. A equipe já havia alertado que ainda não era possível determinar quais consequências a situação poderia deixar para Pike. “Christa está lidando com o profundo trauma psicológico de ter sobrevivido a uma tentativa de execução fracassada, incluindo o terror, a dor e a incerteza de acreditar que estava prestes a morrer. Ainda não podemos saber o impacto emocional e psicológico total dessa experiência”, declararam.


Nesta semana, a detenta já tinha surpreendido ao deixar a cama e caminhar pelo quarto. “Ela está com raiva e confusa com tudo neste momento. Ela tem plena consciência de que o estado tentou executá-la”, declarou um dos advogados. Pike recebeu duas doses de pentobarbital durante o procedimento na Penitenciária de Segurança Máxima de Riverbend, em Nashville. De acordo com seus advogados, pelo menos sete agulhas foram utilizadas, e uma delas teria saído de seu braço.


Pike seria a primeira mulher executada no Tennessee em mais de 200 anos. Com a tentativa frustrada, ela se tornou a primeira prisioneira a sobreviver a uma execução por injeção letal nos Estados Unidos. Ela foi condenada à morte pelo assassinato de Colleen Slemmer, de 19 anos, em janeiro de 1995. Pike tinha 18 anos na época e foi condenada por torturar e matar a jovem ao lado do então namorado.
Com informações do Portal Hugo Gloss




