Harry Styles abre o jogo sobre autossabotagem e inseguranças ao compor

Harry Styles (Instagram / @harrystyles/Reprodução)


C

omo criar sem deixar que a expectativa dos outros tome conta? Essa é uma pergunta que não sai da cabeça de muita gente. Mas o que você não sabia é que um de seus ídolos pode fazê-la também. Pois é.

Em entrevista à revista Rolling Stone, Harry Styles falou sobre a autocobrança na hora de compor e sobre como tenta equilibrar a dedicação ao trabalho com as próprias necessidades. O cantor também refletiu sobre a conexão com os fãs — e o que os shows ensinaram a ele sobre sua música.

No estúdio, Harry procura deixar de lado a ideia de que outras pessoas vão ouvir o resultado. “Você está fazendo isso por você”, comentou. Para ele, o ponto de partida é entender o que sente e o que tem vontade de transformar em música, antes de pensar na reação do público.

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Isso significa se fazer algumas perguntas: o que gostaria de ouvir naquele momento? O que tem vontade de dizer ou criar? Na visão do artista, essas respostas ajudam a encontrar um caminho que faça sentido para a fase que está vivendo.

Mas nem sempre é fácil lidar com as cobranças que acompanham esse processo. Harry contou que já teve dificuldade para perceber quando a dedicação ao trabalho dava lugar à autossabotagem. “Eu sentia que tinha que ficar me justificando e que precisava estar somente no estúdio por meses”, revelou.

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Se, durante a composição, ele tenta afastar as expectativas externas, no palco, a presença do público dá um novo significado às músicas. É ali que algo criado a partir de uma experiência pessoal passa a fazer parte da vida de outras pessoas.

“Acho que tocar ao vivo para uma plateia é a parte em que você aceita o fato de que as pessoas ouvem sua música e de que elas se conectam com ela”, explicou.

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Essa troca também mudou sua percepção sobre o próprio trabalho: “foi como perceber o quanto criar é profundo”. Além de reconhecer o carinho pelas músicas, Harry passou a enxergar a confiança dos fãs no que ainda tem a compartilhar.

Ao relembrar os shows em Londres, o cantor contou que se emocionou com a dimensão desse apoio. Em sua percepção, o público não estava ali apenas para ouvir uma faixa específica ou reviver uma fase anterior de sua carreira. Havia também interesse em acompanhar seus próximos passos. “Parecia que as pessoas estavam ali porque acreditavam no que você está fazendo”, afirmou.

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Com informações da Capricho

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