O Acre está entre as oito unidades da Federação que não tinham nenhuma vinícola registrada no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em 2025, segundo o Anuário do Vinho 2026, publicação que reúne dados oficiais da atividade vitivinícola brasileira, divulgado nesta semana
Além do Acre, também não havia vinícolas registradas em Alagoas, Amapá, Amazonas, Maranhão, Piauí, Roraima e Tocantins. O grupo reúne estados das regiões Norte e Nordeste.
A ausência de estabelecimentos registrados nesses estados também significa que não havia produtos classificados como vinho registrados no Mapa. O anuário informa que Acre, Alagoas, Amapá, Amazonas, Maranhão, Piauí, Roraima e Tocantins não possuíam vinícolas e, consequentemente, não apresentavam produtos registrados na categoria.
O cenário contrasta com o restante do país. Em 2025, o Brasil tinha 965 vinícolas registradas, 18 a mais que em 2024, crescimento de 1,9%. O Rio Grande do Sul concentrava 600 estabelecimentos, o equivalente a 62,2% de todas as vinícolas registradas no país.
A concentração também aparece na produção. O Brasil declarou 309,75 milhões de litros de vinho produzidos em 2025. A região Norte foi a única do país sem produção de vinho declarada naquele ano. Na tabela regional, o Norte aparece com dois estabelecimentos e produção declarada de 0 litro.
No mercado de trabalho, a fabricação de vinho mantinha 7.361 empregos diretos no país em 2025, alta de 3,44%. A região Norte concentrava apenas 48 postos, ou 0,65% do estoque nacional, e apresentou queda de 25% no número de empregos em relação ao ano anterior. O anuário não detalha quantos desses postos estavam no Acre.
Assim, o Acre aparece no levantamento do Mapa ao lado de Alagoas, Amapá, Amazonas, Maranhão, Piauí, Roraima e Tocantins como um dos oito estados brasileiros sem vinícola registrada e sem vinho registrado no órgão em 2025.
Lucas Vitor




