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epois de ser retirado da turnê de Ed Sheeran por se manifestar a favor da Palestina, o rapper Macklemore anunciou a turnê Free Palestine com shows dele e de seus amigos, que serão anunciados em breve. Serão três datas na Europa — Dublin, na Irlanda, Paris, na França, e Londres, no Reino Unido — em outubro e algumas apresentações nos EUA que estão sendo agendadas.
Junto do material de divulgação liberado nesta quinta-feira (24), o cantor contou como ele começou seu ativismo pelo país do Oriente Médio, que tem sido atacado pelo Estado de Israel nos últimos anos, e convidou outros artistas para se posicionarem sobre o assunto.
“Se essas últimas semanas nos mostraram alguma coisa, é que algo mudou nos últimos três anos. Houve um despertar coletivo em torno da libertação da Palestina, do poder dos bilionários que tentam censurar esse apelo e do que esperamos dos artistas neste momento”, escreve Macklemore na abertura do anúncio.
“Estamos em 2026. Ser apolítico durante um genocídio não funciona mais. As pessoas estão pedindo aos artistas que se posicionem, se informem e façam parte da comunidade. Que usem o palco para mais do que apenas entretenimento. Que resistam quando o apelo por uma Palestina Livre for recebido com tentativas de silenciá-lo.”
“O que aconteceu comigo vai além de um artista ou de um palco. Quando a classe dos bilionários pode decidir quais vozes têm permissão para subir ao palco e quais são perigosas demais para serem ouvidas, todos deveriam estar prestando atenção”, finaliza o artista.
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Entenda como tudo começou
Macklemore abriu os shows de Ed Sheeran realizados nos dias 4 e 5 de setembro, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Durante as apresentações, o rapper gritou “Palestina Livre”, exibiu imagens da destruição em Gaza e cantou Hind’s Hall, música de protesto lançada por ele em 2024.
Depois da repercussão, a Messina Touring Group, responsável pela etapa norte-americana da turnê, informou que diferentes estádios não aceitariam receber os shows caso Macklemore continuasse na programação. Segundo a promotora, manter o rapper poderia provocar o cancelamento das apresentações e afetar centenas de milhares de fãs.
Macklemore, que estava escalado para oito das dez datas restantes nos Estados Unidos, afirmou que o bilionário Robert Kraft, proprietário do Gillette Stadium, teria mobilizado outros responsáveis pelos locais da turnê para impedir sua participação.
Em uma longa declaração, o rapper contou que ele e Ed tiveram “conversas difíceis” sobre o caso. Embora tenha definido o cantor como um irmão e dito que deseja preservar a amizade dos dois, Macklemore afirmou que eles chegaram a uma “discordância fundamental” sobre a possibilidade de permanecer neutro diante do conflito.
“Eu não precisava de dez shows do Ed. Precisava de dois”, escreveu, referindo-se às apresentações em que defendeu os palestinos. “Se essas palavras me custaram o palco, ao mesmo tempo que redirecionaram a conversa para a Palestina, então foi a turnê de maior sucesso que já fiz.”
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Após ser criticado pela saída do rapper, Ed afirmou que a decisão partiu das casas de shows e da promotora e não dele. O britânico disse que tentou encontrar uma solução durante a última semana, mas não conseguiu impedir a mudança no lineup.
Ed também explicou que evita usar sua plataforma profissional para abordar política porque seu público inclui muitas crianças e pessoas de diferentes origens. “Respeito a determinação de Macklemore de se posicionar e defender aquilo em que acredita. No entanto, há espaço para diferentes abordagens em busca do mesmo objetivo: a paz”, declarou.
O cantor afirmou que prefere transformar seus shows em ambientes de “segurança e acolhimento”, mantendo abertas as conversas. “O fato de eu escolher não falar publicamente não significa que não tenha opiniões, nem que não me importe”, completou.
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Em 15 de setembro, Finneas anunciou que não abrirá mais os shows da etapa latino-americana da turnê, incluindo as apresentações marcadas para dezembro no Brasil.
Com a saída do irmão de Billie Eilish, todos os artistas anunciados para abrir os próximos shows de Ed abandonaram a turnê. Aaron Rowe, Lukas Graham e a banda Beoga já haviam comunicado na segunda-feira (14) que não participariam mais das apresentações.
“Artistas não devem ser silenciados quando falam pelos oprimidos. Decidi sair das minhas próximas datas com Ed Sheeran. Estou com a Palestina e seu povo”, escreveu Finneas nas redes sociais. O músico tinha seis shows marcados com a turnê na América Latina, incluindo a passagem pelo Nubank Parque, em São Paulo, nos dias 5 e 6 de dezembro.
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Nessa matéria, a gente te conta o que aconteceu no primeiro show da Loop Tour depois da saída dos artistas que seriam ato de abertura e qual foi o posicionamento de Ed Sheeran sobre o assunto.
*esse texto está sendo atualizado em tempo real.
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