Presley Gerber, filho de Cindy Crawford e Rande Gerber, teria recebido cetamina de um médico mesmo após relatar problemas recorrentes com a substância. Segundo o TMZ, nesta terça-feira (22), o relato partiu de pessoas que mantinham contato frequente com o modelo. A informação veio à tona durante a investigação sobre a morte de Presley, que morreu aos 27 anos em uma clínica de reabilitação em Santa Monica, nos Estados Unidos.
De acordo com as fontes ouvidas pelo site, o uso de cetamina era uma preocupação frequente na vida de Presley. Pessoas próximas a ele estariam revoltadas com a decisão do médico de prescrever a substância e, segundo o TMZ, algumas delas defendem que o profissional seja responsabilizado criminalmente.
No momento, ainda não há confirmação sobre quais substâncias estavam no organismo de Presley no momento da morte. Antes de morrer, o modelo teria contado a amigos próximos sobre seus problemas específicos com a cetamina. A substância possui usos médicos e vem sendo estudada em diferentes contextos relacionados ao tratamento de transtornos por uso de substâncias.
A situação também foi comparada ao caso do ator Matthew Perry, que morreu em 2023 e tinha histórico de dependência química. Perry recebia cetamina como parte de um tratamento para depressão e ansiedade, mas posteriormente também passou a obter a substância por outras fontes. Uma das pessoas envolvidas no fornecimento ilegal da droga, Jasveen Sangha, conhecida como “Rainha da Cetamina”, foi condenada a 15 anos de prisão por seu papel no caso.


No caso de Presley, a polícia ainda tenta descobrir a origem das possíveis drogas utilizadas antes da morte. Segundo o TMZ, investigadores chegaram a conversar com outros pacientes que estavam na clínica de reabilitação onde o modelo foi encontrado inconsciente. A apuração busca esclarecer se as substâncias teriam sido prescritas ou obtidas de outra maneira.
Presley havia chegado à clínica na noite anterior à morte. Fontes que tiveram contato com ele nas últimas horas afirmaram ao site que o modelo aparentava estar sob efeito de alguma substância quando chegou ao local. Na manhã seguinte, uma ligação para o serviço de emergência foi registrada como uma ocorrência envolvendo uma possível overdose.


O modelo também vinha buscando diferentes alternativas para lidar com a dependência química. Meses antes de morrer, ele compartilhou publicamente uma experiência com ibogaína, uma substância psicoativa que vem sendo estudada como possível abordagem no tratamento da dependência.
Presley chegou a falar sobre o processo nas redes sociais, revelando as dificuldades que enfrentava durante a recuperação. “Abrir mão do controle não foi fácil, mas confiei que havia algo maior do que eu guiando todo o processo. Eu sabia por que estava lá. Enfrentei aquilo de que vinha fugindo e, em meio a tudo isso, comecei a encontrar o caminho de volta para mim mesmo”, disse na época.
A autópsia de Presley já foi realizada pelo Los Angeles County Medical Examiner, mas a causa oficial da morte permanece “deferida” enquanto exames complementares são analisados. A polícia de Santa Monica investiga o caso, inicialmente tratado como uma suspeita de overdose. Até o momento, as autoridades não divulgaram a causa definitiva.
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