Virginia processa Leo Dias por danos morais após declaração ao vivo e pede indenização; saiba o valor

A influenciadora Virginia Fonseca entrou na Justiça contra o jornalista Léo Dias e a empresa responsável pelo Grupo LeoDias. De acordo com informações divulgadas pelo Splash UOL nesta terça-feira (15), ela pede R$ 100 mil de indenização por danos morais. A ação foi motivada por uma declaração feita pelo jornalista em agosto, quando afirmou que “o foco da Virginia é macho, é rola” ao comentar a saída da influenciadora da Grande Rio.

Segundo a petição inicial, Virginia considera que a fala ultrapassou os limites da crítica jornalística. A defesa sustenta que a declaração teve caráter pessoal, vulgar e sexualmente depreciativo, sem relação necessária com a atuação profissional da influenciadora.

A declaração foi feita ao vivo e ganhou repercussão nas redes sociais após o trecho circular em diferentes perfis. De acordo com os advogados, o vídeo original publicado no YouTube ultrapassou 200 mil visualizações.

Assista ao vídeo:

Após receber uma notificação extrajudicial, Léo Dias se desculpou pela declaração. No dia seguinte ao episódio, o jornalista reconheceu que havia “errado”, “extrapolado” e “passado do limite”. Ele também classificou a expressão utilizada como “inadequada” e “inoportuna” e pediu desculpas a Virginia.

No entanto, na avaliação dos advogados da influenciadora, a retratação não foi suficiente. “Em sua fala, afirmou expressamente que ‘errou’, ‘extrapolou’, ‘passou do limite’ e que a expressão utilizada havia sido ‘inadequada’ e ‘inoportuna’. Ainda assim, formulou o pedido de desculpas de modo condicional, ao dizer ‘se eu me excedi’, encerrando a manifestação com um indiferente ‘vida que segue’. O ‘pedido de desculpas’ é absolutamente contraditório. Ao mesmo tempo em que reconhece a gravidade e a inadequação da conduta, procura, logo em seguida, reduzir a gravidade de seus efeitos”, diz trecho da petição.

Antes de recorrer à Justiça, Virginia também tentou chegar a um acordo com o jornalista. Segundo o documento, ela se sensibilizou com mensagens pessoais enviadas por Léo Dias e buscou uma solução consensual. Em uma das mensagens, ele teria chamado a declaração de “expressão horrorosa” e pedido “perdão”. Em outra, escreveu: “Eu errei, errei!”. Contudo, as negociações não chegaram a um acordo.

Defesa cita outros episódios

A ação também apresenta outros episódios envolvendo Virginia e Léo Dias para contextualizar o conflito. Entre eles está a publicação, em abril, de um levantamento sobre a frequência escolar das filhas da influenciadora. Segundo os advogados, a cobertura teria atingido a rotina familiar das crianças.

A defesa também relembra uma declaração feita pelo jornalista em julho, após um episódio relacionado a uma tentativa de entrevista com Virginia. Na ocasião, Léo Dias afirmou: “Se me deixar mais bravo eu vou começar a soltar coisas” e “Os prints estão aí!”. Para os advogados, os episódios indicariam uma escalada dos conflitos entre os dois e uma ameaça de divulgação de informações como forma de retaliação.

O que Virginia pede na Justiça

Além dos R$ 100 mil por danos morais, a defesa pede que a Justiça reconheça a ilicitude e o caráter “ofensivo, misógino e violador dos direitos da personalidade” da declaração feita por Léo Dias. A petição sustenta que a fala atingiu a honra, a imagem, a dignidade e a reputação de Virginia, enquanto a ampla circulação do vídeo nas redes sociais teria ampliado os efeitos do episódio.

Apesar de pedir a indenização, Virginia afirma que não pretende ficar com o eventual valor recebido. Segundo a ação, a quantia deverá ser destinada diretamente a uma instituição sem fins lucrativos voltada à proteção e ao acolhimento de mulheres vítimas de violência de gênero.

Em nota à publicação, a assessoria jurídica de Virginia também declarou: “A ação tramita sem segredo de justiça, permitindo o pleno entendimento de seus desdobramentos. A fundamentação jurídica sustenta que declarações com teor ofensivo e machista atingem a dignidade, a honra e a integridade das mulheres, ultrapassando os limites da liberdade de expressão e do direito à informação quando apresentadas sem a devida responsabilidade”.

O processo tramita na Justiça de Goiás e ainda está em fase inicial. Uma audiência de conciliação foi marcada para 29 de outubro, por videoconferência, antes de uma eventual continuidade do processo.



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