Condenado à morte nos EUA surpreende com lista de escolhas para sua última refeição

Humphreys está no corredor da morte desde 2003. (Foto: Reprodução/Oxygen)

 

Um homem preso na Geórgia, nos Estados Unidos, chamou a atenção da imprensa norte-americana após revelar o que deseja comer em sua última refeição. Condenado por homicídio doloso, Stacey Humphreys, de 53 anos, está no corredor da morte pelas mortes de Cyndi Williams e Lori Brown, ocorridas em 2003. Agora, ele apresentou às autoridades uma lista recheada de pratos que quer consumir antes de ser executado.

A execução de Humphreys está marcada para a noite da próxima quarta-feira (16) e será a primeira do ano no estado. Segundo o Departamento de Correções da Geórgia, ele deverá receber uma injeção letal às 19h, na penitenciária estadual localizada perto de Jackson.

Para sua última refeição, Humphreys entregou às autoridades penitenciárias uma lista com peito bovino defumado (brisket), costelas de porco, um cheeseburger duplo com bacon e batatas fritas, asas de frango ao molho buffalo, uma pizza de massa grossa de carnes e dois refrigerantes sem cafeína. De sobremesa, escolheu sorvete de noz-pecã com manteiga e sorvete de pêssego.

O crime pelo qual ele foi condenado aconteceu em 2003. As vítimas, Cyndi, de 33 anos, e Lori, de 21, foram baleadas no escritório imobiliário onde trabalhavam. O advogado de Humphreys, no entanto, entrou com um pedido para a realização de um novo julgamento da sentença, alegando má conduta de uma jurada.

Em uma petição apresentada em 28 de agosto, o advogado afirma que uma das juradas mentiu durante a seleção do júri ao “esconder a verdade sobre sua própria experiência anterior como vítima de agressão sexual pelas mãos de um assassino que havia escapado da prisão, a fim de conseguir um lugar no júri”.

“Depois de integrar o júri, e muito antes de as provas terem sido encerradas, ela deixou claro que não consideraria nenhuma outra opção além da pena de morte”, afirma o advogado de Humphreys.

Humphreys está no corredor da morte desde 2003. (Foto: Reprodução/Oxygen)

Durante as deliberações sobre a sentença, o júri não conseguiu chegar a um acordo. Em determinado momento, os outros 11 jurados votaram contra a execução, segundo o advogado. Ainda de acordo com a petição, a jurada teria “invocado sua experiência anterior como vítima”, que supostamente havia escondido durante a seleção do júri, “para implorar aos demais jurados que mudassem seus votos, que eram pela vida, para a pena de morte”.

O advogado também acusa a jurada de “enganar deliberadamente” os demais integrantes do júri sobre as consequências do impasse, sugerindo que, caso não chegassem a uma decisão unânime, Humphreys seria libertado.

No entanto, segundo a petição, a lei da Geórgia determina que o juiz dissolva o júri e imponha uma sentença de prisão perpétua caso os jurados não consigam chegar a uma decisão unânime sobre a pena: “Fundamentalmente, ela mentiu para este Tribunal uma segunda vez: ocultou a natureza insolúvel do impasse do júri em relação à sentença. Se este Tribunal tivesse sido informado da verdade — de que os jurados sempre estiveram e sempre estariam irreconciliavelmente divididos quanto à sentença correta, em vez de estarem apenas ‘atualmente incapazes de chegar a um acordo’, como a jurada levou este Tribunal a acreditar —, então a lei da Geórgia exigiria que este Tribunal impusesse uma sentença de prisão perpétua”.

Ao longo de três dias, a jurada teria intimidado e insultado os demais integrantes do júri e, por fim, se recusado completamente a deliberar, afastando-se para um canto para fazer yoga, diz a petição. Os outros jurados teriam acabado abrindo mão de seus votos pela prisão perpétua somente depois de serem informados, falsamente, de que não havia outra opção, e então optaram pela pena de morte.

O advogado afirma que, se não fosse pelo “engano deliberado” da jurada, Humphreys estaria cumprindo prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional, “de acordo com os votos dos outros 11 jurados”. Em vez disso, segundo ele, o réu está “perigosamente próximo da câmara da morte”.

A petição pede um novo julgamento para definir a sentença “de acordo com os princípios de justiça e equidade”, além de “todas as outras medidas cabíveis e necessárias, de acordo com os princípios de justiça e equidade”.

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