Clientes da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e do Banco da Amazônia (Basa) no Acre poderão enfrentar restrições no atendimento presencial a partir desta sexta-feira (11), quando está previsto o início da greve dos funcionários das três instituições. A paralisação foi aprovada durante assembleia do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários do Estado do Acre (SEEB-AC), em meio às negociações da campanha salarial de 2026.
Segundo o sindicato, os trabalhadores dos três bancos públicos rejeitaram as propostas apresentadas durante as negociações por considerarem que elas não atendem às reivindicações da categoria. Com a decisão, foi aprovado o estado de greve por tempo indeterminado, como forma de pressionar pela retomada das negociações.
A decisão foi tomada na continuidade da Assembleia Geral Extraordinária realizada na terça-feira (8), de forma híbrida, com participação presencial e virtual. A pauta inclui a renovação das convenções coletivas de trabalho e dos acordos coletivos específicos dos bancos públicos, além de reivindicações relacionadas à valorização profissional, condições de trabalho, manutenção de direitos e questões econômicas.
No Acre, a paralisação terá uma característica diferente da observada em outras localidades: os trabalhadores dos bancos privados aprovaram a proposta negociada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e, portanto, não aderiram ao movimento. Dessa forma, a greve prevista para o estado ficará concentrada na Caixa, no Banco do Brasil e no Basa.
A situação do Acre faz parte de uma mobilização que ocorre em diferentes estados brasileiros durante a campanha salarial dos bancários. Em entrevista ao ac24horas, o presidente do sindicato dos bancários e vereador por Rio Branco, Neném Almeida (MDB), afirmou que apesar da aprovação do movimento, ressaltou que a paralisação não significa necessariamente que todas as agências estarão fechadas. Segundo ele, o sindicato pode convocar a greve, mas cada trabalhador decide individualmente se irá aderir.
“O direito de greve é de cada um. Eu não posso obrigar você a fazer greve. Eu posso determinar o estado de greve, mas, se tu quiser trabalhar e abrir a agência, é um direito teu”, explicou.
Com isso, algumas unidades podem permanecer abertas, dependendo da adesão dos funcionários. O sindicato, porém, pretende mobilizar a categoria para que o maior número possível de agências participe da paralisação.
“A nossa intenção é que todas fechem, porque a maioria das pessoas vai lá e diz que vai fazer greve. E aquelas que vão lá e querem trabalhar, e devem trabalhar, acabam enfraquecendo a greve”, disse Neném.
A expectativa, segundo o sindicalista, é de maior adesão entre os funcionários da Caixa Econômica Federal. “Da Caixa Econômica eu acho que nenhuma agência vai abrir”, afirmou.
Com a paralisação, o atendimento presencial nas agências atingidas poderá ser reduzido. Os clientes ainda poderão utilizar canais digitais e eletrônicos, como aplicativos, internet banking, caixas eletrônicos e Pix, para as operações que estiverem disponíveis por esses meios.
Lucas Vitor




