O Acre indicou ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) seis municípios considerados de “Muito Alta” prioridade para ações de prevenção e combate aos incêndios florestais. As informações fazem parte do levantamento nacional que reúne, até o momento, dados de 17 das 27 unidades da Federação.
Entre os estados que já encaminharam as informações ao governo federal, o Acre apresentou uma metodologia própria para definir os territórios que devem receber atenção prioritária durante o período de maior risco de incêndios. O levantamento é coordenado pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), por meio do Centro Integrado de Geoprocessamento e Monitoramento Ambiental (CIGMA).
Feijó aparece na primeira posição do ranking acreano, com Índice de Prioridade de Incêndio (IPI) de 0,949, o maior do estado. Na sequência estão Rio Branco (0,675), Sena Madureira (0,672), Tarauacá (0,647), Cruzeiro do Sul (0,352) e Brasiléia (0,337). Todos foram classificados na categoria “Muito Alta”.
A definição considera o cruzamento de dados sobre focos de calor, cicatrizes de queimadas e classificação fundiária das áreas atingidas. A metodologia permite hierarquizar os municípios e as áreas dentro deles para orientar a aplicação dos recursos disponíveis.
Na prática, a classificação deverá subsidiar a definição de onde concentrar brigadas, aeronaves, postos de vigilância, fiscalização e ações de educação ambiental durante o período crítico.
O levantamento do Acre foi enviado ao MMA em atendimento à Recomendação COMIF nº 5/2026, que orienta estados e Distrito Federal a adotarem medidas de prevenção e preparação para o enfrentamento dos incêndios florestais. O ministério informou nesta sexta-feira (04) que os dados recebidos serão utilizados para organizar capacidades, equipes e recursos e também para identificar possíveis lacunas ou sobreposições entre as ações dos diferentes órgãos.
O Acre é uma das 17 unidades da Federação que já contribuíram para o mapeamento nacional, 16 estados e o Distrito Federal. Segundo o MMA, a consolidação das informações de todos os estados deverá permitir um planejamento integrado das ações de prevenção e resposta aos incêndios.
A iniciativa ocorre em meio à previsão de um período de maior risco associado ao cenário climático de 2026. De acordo com o governo federal, as informações estaduais serão utilizadas para antecipar riscos e direcionar recursos para os territórios que demandam maior atenção.
No Acre, o planejamento das áreas prioritárias também integra a elaboração do Plano de Manejo Integrado do Fogo (PMIFAC). As duas primeiras etapas do plano, mapeamento territorial e avaliação de risco, já foram concluídas, e a terceira fase prevê o planejamento das ações de prevenção, monitoramento e combate aos incêndios.
O mapeamento estadual deverá ser atualizado anualmente com novos dados do INPE/BDQueimadas e do MapBiomas Fogo, permitindo que a definição das áreas prioritárias acompanhe a evolução do risco no território acreano.
Lucas Vitor




