O Acre não está entre as unidades da Federação que apresentam, na semana epidemiológica 34, incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em níveis de alerta, risco ou alto risco com tendência de crescimento no longo prazo. O dado consta no boletim semanal do InfoGripe, da Fiocruz, divulgado nesta quinta-feira (03).
Segundo o levantamento, três estados, Alagoas, Goiás e Paraíba, apresentaram simultaneamente níveis de alerta, risco ou alto risco e sinal de crescimento nas últimas seis semanas. Outros dez estados registraram níveis elevados de atividade, mas sem tendência de crescimento no longo prazo. O Acre não aparece em nenhum desses dois grupos.
O boletim também aponta que o cenário nacional de SRAG apresenta sinal de queda na tendência de longo prazo, considerando as últimas seis semanas, enquanto no curto prazo há indicação de estabilização ou oscilação. Em relação à Covid-19, todas as unidades da Federação permanecem em patamar baixo de incidência.
Entre os vírus respiratórios, o rinovírus é apontado como um dos principais responsáveis pelo aumento de casos de SRAG observado em diferentes estados, especialmente entre crianças e adolescentes. Já os casos de SRAG provocados pelo vírus sincicial respiratório (VSR) continuam em queda na maior parte do país.
O boletim ressalta, porém, que os dados das semanas mais recentes ainda podem sofrer alterações devido ao atraso na inserção das notificações no sistema. Por isso, as estimativas consideram o tempo entre a internação e a digitação dos casos no SIVEP-Gripe para reduzir o impacto desse atraso na avaliação da situação atual.
No recorte nacional, foram notificados 144.599 casos de SRAG em 2026 até o período analisado. Desse total, 78.101 tiveram resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório.
Lucas Vitor




