Joabe defende concurso da Câmara e garante transparência

Foto: Jardy Lopes

Após uma enxurrada de críticas de parlamentares nesta quinta-feira (3) sobre a retirada de vagas para taquigrafia do concurso público da Câmara Municipal de Rio Branco, o presidente da Casa, vereador Joabe Lira (União Brasil), defendeu a realização do certame e afirmou que todo o processo vem sendo discutido desde a gestão anterior.

Segundo Joabe, a realização do concurso é uma necessidade urgente diante da demanda administrativa da Câmara e da proximidade da transferência para a nova sede.“Eu, como servidor público do Estado, sei que um dos maiores questionamentos e anseios do servidor público é a mudança da progressão. Estamos trabalhando para isso e agora também estamos indo para a nova série, que é um grande avanço e uma grande conquista”, afirmou.

O presidente destacou que o concurso já vinha sendo planejado anteriormente e que os estudos foram retomados pela atual Mesa Diretora.“Esse concurso público já tinha sido discutido desde a prova passada, inclusive com comissão, dando andamento nos estudos. E este ano nós estamos dando continuidade. Nós sabemos que é uma necessidade urgente da Casa”, disse.

Taquigrafia

Joabe reconheceu que a reivindicação dos servidores da taquigrafia é legítima e afirmou ser favorável ao fortalecimento do setor. Ele explicou que a decisão sobre as necessidades administrativas foi submetida a uma comissão formada por servidores efetivos.

“Nós sabemos também da questão da taquigrafia, que é uma situação legítima. Nós somos a favor também do concurso da Casa. Montamos uma comissão legítima, formada por quatro servidores efetivos, colegas de vocês, que conhecem a Casa mais do que nós, vereadores”, afirmou.

De acordo com o presidente, a participação dos servidores efetivos busca garantir maior transparência e legitimidade na definição das necessidades do quadro funcional.

“A Casa é de vocês. Quando se monta uma comissão com servidores efetivos, é para dar transparência e legitimidade, para que vocês possam fazer o estudo necessário e saber quais são as necessidades da parte administrativa”, declarou.

Joabe também citou casos de afastamento de servidores e sobrecarga de trabalho como fatores que, segundo ele, reforçam a necessidade de ampliar o quadro de funcionários.

Órgãos de controle serão convidados

O presidente afirmou ainda que pretende convidar representantes de órgãos de controle e instituições públicas para acompanhar o processo do concurso.“Já estamos convidando também o Tribunal de Contas, o Ministério Público e a Polícia Civil para que acompanhem todo o processo do concurso, para que tenha a maior transparência possível”, afirmou.

Joabe ressaltou que a realização do concurso não seria uma decisão tomada apenas pela atual Mesa Diretora, mas resultado de um planejamento iniciado anteriormente.“Os concursos já foram planejados desde a Mesa passada. Falava-se nisso e agora nós estamos aqui dando continuidade pela necessidade que temos”, disse.

Nova sede

O presidente também relacionou a realização do concurso à mudança da Câmara para a nova sede. Segundo ele, a previsão é de que a transferência ocorra entre setembro e outubro.

“Nós estamos indo para a nova Casa em setembro ou outubro. Já estamos na fase final. Então, a urgência da necessidade de ter o nosso concurso público todos precisam saber”, afirmou.

Ao final, Joabe disse que pretende encerrar o mandato à frente da Mesa Diretora deixando como legado medidas voltadas aos servidores e a realização do concurso público.“Eu tenho certeza de que teremos o concurso e vamos fechar essa Mesa Diretora com muito orgulho e muito trabalho, deixando um legado para os servidores, tanto de reconhecimento da parte financeira quanto de novos servidores através do nosso concurso público e uma nova série”, declarou.

O vereador também afirmou sentir orgulho do trabalho realizado nos dois anos à frente da Câmara e relembrou sua passagem como secretário municipal.“Eu tenho muito orgulho do que foi feito durante dois anos, assim como também sinto muito orgulho do que foi feito quando era secretário. Passei quatro anos lá e, até hoje, nunca respondi a um processo. Tenho a minha vida, graças a Deus, ilibada”, concluiu.

Saimo Martins

Compartilhe

WhatsApp
Facebook
X
Threads
Telegram
Print
LinkedIn

Siga nossas Redes Sociais

Leia também