Agro do Acre gera 613 empregos formais no primeiro semestre de 2026

O agronegócio do Acre fechou o primeiro semestre de 2026 com saldo positivo de 613 empregos formais, segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM), elaborado com base nos dados do Novo Caged. Somente em junho, o setor abriu 162 postos de trabalho no estado.

O resultado de junho foi superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando o agro acreano havia criado 99 vagas. O saldo passou, portanto, de 99 para 162 postos em um ano.

Entre os municípios do Acre, Senador Guiomard e Rio Branco aparecem com os maiores números de admissões no mês, ambos com 53 contratações. Nos dois municípios, o destaque foi o frigorífico-abate de bovinos, mostrando o peso da cadeia da pecuária na geração de empregos formais do agro estadual.

Também se destacaram Bujari, com 37 admissões na criação de bovinos para corte; Brasiléia, com 29 vagas no abate de aves; e Sena Madureira, com 27 contratações em serrarias com desdobramento de madeira em bruto.

Os dados mostram que a pecuária e as atividades de processamento de produtos de origem animal têm papel importante na geração de empregos formais ligados ao agronegócio acreano. O abate de bovinos aparece entre as principais atividades contratantes em dois dos maiores municípios do estado no levantamento.

No cenário regional, o Acre terminou junho com saldo de 162 vagas no agro, enquanto o conjunto da Região Norte registrou 572 novos postos. O Pará teve saldo de 704 vagas e o Amazonas, 16; Rondônia apresentou resultado negativo de 464 postos.

Em âmbito nacional, o agronegócio abriu 30,5 mil empregos formais em junho, resultado de 243,6 mil admissões e 213,1 mil desligamentos. No acumulado de 2026, o setor soma 90,2 mil novas vagas no país.

O levantamento da CNM aponta ainda que, nacionalmente, os principais motores da geração de empregos no campo em junho foram o cultivo de laranja, com 5.397 vagas, o cultivo de café, com 4.630, e os serviços de preparação de terreno, cultivo e colheita, com 3.483 postos. No Acre, porém, o perfil é diferente, com maior presença de atividades ligadas à pecuária, frigoríficos, avicultura e madeira.

Rebeca Martins

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