O príncipe Harry e Meghan Markle desembarcaram no Reino Unido nesta quarta-feira (26), após seis anos vivendo nos Estados Unidos. Segundo fontes ouvidas pelo Daily Mail, no entanto, a presença da duquesa de Sussex no país natal do marido deve ser esporádica. De acordo com a jornalista Alison Boshoff, Meghan pretende viajar frequentemente entre os EUA e a Inglaterra para “sustentar” a família, enquanto Harry ficará mais dedicado à criação dos filhos no Reino Unido.
Harry e Meghan deixaram o país em 2020, em meio a uma série de polêmicas. Após anos de intenso escrutínio da imprensa e acusações de racismo dentro da família real, os dois abriram mão de suas funções como membros seniores da monarquia britânica. Na sequência, mudaram-se para a Califórnia, em uma decisão que aprofundou o afastamento de Harry de seus familiares.
Desde então, o casal mantinha uma residência em Montecito, na Califórnia, para onde Meghan deverá retornar com frequência mesmo após a confirmação de que a família está de mudança para a Inglaterra. A ideia, segundo as informações, é passar um “período prolongado” no país.
Boshoff afirma que a rotina de Meghan deverá continuar girando em torno de seus negócios. Além de retornar aos Estados Unidos para administrar sua marca de lifestyle, a duquesa também deve seguir à frente de projetos na indústria do entretenimento e, possivelmente, retomar trabalhos como atriz. A empresa de Markle, a As Ever, tem sede na Califórnia e aposta na venda de produtos associados ao “estilo de vida californiano”, como vinho rosé, flores e geleias.


Já a produtora do casal, Archewell, mantém escritórios em Los Angeles, onde funcionários trabalham no desenvolvimento de projetos para o cinema e a televisão. “Meghan é conhecida por sua determinação e ambição em relação aos dois empreendimentos, enquanto Harry muitas vezes parece ter ficado sem rumo em sua vida pós-realeza (…) Assim, caberá a Meghan tentar ganhar dinheiro e manter vivos, nos Estados Unidos, os planos do casal na área de mídia”, destacou a colunista.
Enquanto isso, Harry deverá permanecer no Reino Unido em busca de “novas oportunidades profissionais”, mas terá como principal foco a criação dos filhos. Uma fonte próxima ao casal afirmou que a decisão vem sendo discutida “há anos”, principalmente em razão da vida escolar de Archie e Lilibet. Os filhos, inclusive, já foram matriculados em uma escola britânica e devem começar as aulas no início de setembro.


“Meghan está ciente das opiniões de Harry e conversa com ele há anos sobre como vão criar os filhos. Não é algo repentino. Da maneira como ele vê a situação, [a família] ficará aqui [na Inglaterra] pelos próximos 12 a 15 anos, no mínimo. Ele se vê como um pai em tempo integral e estará aqui por eles, passando todos os sábados assistindo Archie jogar rúgbi. Essa é a prioridade”, pontuou.
Ainda segundo o insider, o casal estaria completamente dedicado ao bem-estar dos filhos e não em busca de uma “retomada” da vida como membros atuantes da família real britânica. “Ele e Meghan são os melhores pais e os mais dedicados. São o tipo de pais que dizem aos filhos: ‘Nada de tablets [telas] à mesa de jantar’. Não há nenhum desejo de recuperar um status real ou voltar a cumprir compromissos oficiais da realeza; não é disso que se trata. Ele especificamente não quer fazer isso. Trata-se de Harry querer o que é melhor para os filhos. Ele quer que sejam criados como britânicos, na Grã-Bretanha, e que frequentem uma escola particular. É disso que se trata a mudança”, destacou.
Boshoff revelou ainda que Meghan deverá “trocar de papel” com Harry e assumir uma posição mais ativa no sustento financeiro da família: “O plano agora é que ele [Harry] seja, de fato, o principal responsável pelos filhos em casa, enquanto Meghan viajará de um lado para o outro entre o Reino Unido e a casa da família em Montecito, na Califórnia. Meghan irá e virá e, aparentemente, já está planejando quais semanas precisará passar no Reino Unido e quando estará na Califórnia (…) O plano é passar o Natal em Montecito — evitando, assim, qualquer situação constrangedora com a reunião da Família Real — e passar boa parte das férias escolares em família na Califórnia, onde vive Doria, mãe de Meghan”.
Como revelado anteriormente, apesar da mudança, o duque e a duquesa de Sussex e os filhos deverão estabelecer uma residência privada no Reino Unido, e não em uma propriedade pertencente à família real. A localização da nova casa e a escola das crianças estão sendo mantidas em sigilo.
A decisão marca o primeiro estabelecimento residencial de Harry e Meghan no Reino Unido desde que deixaram o Frogmore Cottage, em Windsor, residência que havia sido presenteada a eles pela falecida rainha Elizabeth II. Em 2023, o rei Charles III pediu que o casal deixasse a propriedade, após a publicação da autobiografia “Spare” (lançada no Brasil como “O que sobra”), na qual Harry revelou detalhes íntimos de sua relação com a família real.
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