O que é ser adolescente hoje, segundo elenco jovem de ‘Por Você’


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ma garota encontra no judô um caminho que parece cada vez mais seu enquanto o irmão gêmeo percebe que talvez esteja insistindo em um sonho que nunca foi dele. O mais velho da casa tenta assumir responsabilidades grandes demais depois da morte da mãe. A melhor amiga dele quer transformar a comunicação aprendida com os pais na feira em uma carreira na internet. E outra jovem se apaixona sem medo, faz todo mundo ao redor rir e, por trás da intensidade, procura um lugar onde possa se sentir amada. 

As histórias de Glorinha (Laura Luz), Ítalo (Fabrício Assis), Peixe (Cauê Campos), Dalila (Lívia Silva) e Suelen (Bia Santana) partem de um mesmo universo em Por Você, mas seguem em direções bem diferentes, afinal, a adolescência não é uma experiência individual.

Na trama criada por Dino Cantelli e Juliana Peres, Peixe, Glorinha, Ítalo e o pequeno Samuca (Kadu Spinola) perdem a mãe, Juli (Lucy Ramos), em um acidente de carro. Antes de morrer, ela pede à melhor amiga, Bela (Sheron Menezzes), que cuide dos quatro. De uma hora para outra, os irmãos precisam lidar não apenas com o luto, mas com uma configuração familiar que nenhum deles escolheu. Em entrevistas à CAPRICHO, os atores do núcleo jovem responderam à mesma pergunta: afinal, o que Por Você entende sobre ser adolescente hoje?

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Juntos, mas cada um no seu caminho

Glorinha e Ítalo cresceram fazendo muita coisa juntos. Inclusive o judô. Só que aquilo que se transforma em paixão para ela começa a parecer cada vez mais um peso para ele. “O Ítalo fica insistindo ali no judô, toma porrada e volta, cai, apanha e volta de novo, porque não quer decepcionar a memória da mãe”, explica Fabrício Assis. O problema é que, ao mesmo tempo, ele ainda não descobriu o que gostaria de fazer no lugar. 

É uma trajetória de autoconhecimento que contrasta com a da própria irmã. Glorinha também atravessa o luto, mas encontra no tatame um espaço em que consegue afirmar a própria força e sonhar com o futuro.

Para Laura Luz, é essa diferença entre personagens tão próximos que ajuda a explicar o olhar da novela para a juventude. “Acho que ela entende a complexidade da adolescência e da individualidade de cada um também. Cada um vai ter os seus problemas, crises e momentos.”

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Laura e Fabrício se aproximaram ainda nos testes e, durante a preparação, perceberam que a sintonia já estava aparecendo antes mesmo das câmeras começarem a rodar. Em um exercício com os quatro atores que interpretam os irmãos, todos precisavam caminhar pelo espaço e parar juntos, sem combinar o momento. Eles acertaram repetidamente.

No judô, porém, a dupla partiu de lugares opostos. Ela passou anos fazendo balé, jazz, sapateado e hip-hop e precisou aprender uma lógica corporal completamente diferente para interpretar uma atleta. Ele já praticava jiu-jitsu e havia feito judô quando criança, conhecimento útil para um personagem que, segundo o próprio ator, passa boa parte das aulas caindo.

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Fora do tatame, ele também tentou voltar à própria adolescência para encontrar Ítalo. Aos 24 anos, criou uma seleção de músicas que ouvia aos 15 e 16, com nomes como Sabotage e Racionais, para se reconectar com uma fase que define como “turbulenta, de muita descoberta”.

E há outra coincidência entre os gêmeos da ficção: quando perguntados separadamente sobre uma história que marcou suas adolescências, Laura e Fabrício deram exatamente a mesma resposta:

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Malhação: Sonhos. Laura, inclusive, diz buscar na força de Karina, personagem de Isabella Santoni, uma referência para Glorinha.

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