O futuro ainda pode ser nosso

Paula Cruz/CAPRICHO


T

em uma coisa que a gente faz muito bem: olhar para trás. Talvez até bem demais. Nos últimos anos, a nostalgia virou quase uma linguagem universal, você reparou? A gente reassiste às mesmas séries, espera pelo retorno das bandas que marcaram uma época, celebra tendências que jurava que nunca mais usaria e sente saudade até de épocas que não viveu. Em um presente tão acelerado, incerto e, muitas vezes, assustador, o passado parece oferecer algum conforto. Mas e o futuro, hein?

Foi dessa pergunta que nasceu a edição digital de agosto da CAPRICHO. O cansaço da nostalgia veio e sentimos vontade de inverter a direção do olhar. Não porque o passado deixou de importar, mas porque talvez estejamos precisando recuperar a capacidade de imaginar aquilo que ainda não existe. 

E, para falar de futuro, fazia todo sentido colocar a Galera CAPRICHO no centro dessa conversa. Esta é a quarta capa protagonizada por jovens que fazem parte da nossa comunidade, continuando uma tradição que diz muito sobre o que a CAPRICHO acredita: nenhuma discussão sobre juventude pode acontecer sem ouvir quem está vivendo essa juventude agora. Por isso, essa capa é um manifesto.

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No texto que acompanha esta edição, Giuliana Milani, da Galera CAPRICHO, escreve uma frase que ficou comigo: “Agora, para um grupo de jovens que veio de diferentes cantos do Brasil, essa imagem [de ser capa de revista] ganhou outra perspectiva: também pode ser você.” 

Também pode ser você. Talvez seja essa uma das coisas mais bonitas de pensar sobre o futuro. Existe espaço para ocupar, transformar, questionar, inventar caminhos e até mudar de ideia no meio deles. Bem CAPRICHO, né? Em um momento em que tanta coisa parece nos empurrar para o medo do que vem pela frente, queremos fazer um movimento diferente nesta edição: olhar para o futuro com curiosidade. 

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A nostalgia pode continuar com a gente. Mas ela não precisa ser o único lugar confortável para onde olhar. Afinal, se o passado já aconteceu, o futuro ainda pode ser nosso.

Esperamos que vocês gostem.

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Beijos,

Paula Cruz/CAPRICHO
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