Griff Furst, diretor de “A Breed Apart”, um dos últimos filmes de Hayden Panettiere, afirmou que chegou a ser convidado pela equipe da atriz para participar de uma possível intervenção por causa de seus problemas com dependência. Em um vídeo publicado no Instagram, o cineasta disse ter visto Panettiere “lutando para ficar sóbria” durante as gravações.
Segundo Furst, a preocupação surgiu enquanto ele trabalhava com a atriz e continuou mesmo após o fim das filmagens. Ele contou que manteve contato com a equipe de Hayden e, posteriormente, recebeu o convite para participar de uma intervenção.
“Quando terminamos, eu mantive contato com a equipe dela. O que acabou sendo determinado foi que ela poderia precisar de uma intervenção e me pediram para participar. Eu disse sim. E essa intervenção não aconteceu, pelo menos não que eu saiba”, relatou.
O diretor explicou que não tinha a intenção de assumir a liderança da iniciativa e destacou os limites enfrentados por profissionais que percebem que um integrante de uma produção pode estar passando por dificuldades.
“Um produtor ou diretor, por mais certo que esteja de que um ator ou membro da equipe está em uma situação ruim, não tem provas ou tempo suficiente para verificar isso”, afirmou. Segundo ele, nesses casos, a produção pode ajustar horários, reunir informações e designar alguém para acompanhar a pessoa.
Furst também fez questão de contextualizar que suas declarações sobre a atriz são baseadas exclusivamente no que presenciou durante o trabalho. “O que vou dizer é a minha opinião, e é apenas sobre o que vi no meu próprio set: alguém lutando para permanecer sóbria e que merecia uma companhia melhor ao seu redor do que a que eu vi”, declarou.
Durante o relato, Furst também refletiu sobre a trajetória de Hayden, que começou a trabalhar ainda criança. Ele afirmou conhecer de perto os impactos que a exposição precoce pode causar em atores mirins. “Não é apenas uma história de Hayden. Eu cresci em sets de filmagem e conheço muitos atores mirins. Entendo o que acontece quando alguém cresce diante de uma câmera antes de ter idade suficiente para consentir”, disse.


O cineasta destacou ainda que torcia para que a atriz conseguisse superar os problemas. “Eu estava torcendo para que Hayden vencesse a dependência sobre a qual falou aberta e publicamente em suas memórias”, afirmou.
Ao comentar a situação, Furst também criticou a falta de estruturas dentro de Hollywood para lidar com casos desse tipo. Para ele, muitas vezes as preocupações observadas durante uma produção acabam registradas apenas internamente. “Hollywood tem uma história extremamente triste de estrelas que não recebem a ajuda que merecem. Nossa indústria não tem uma solução para isso. Então, nossas observações são escritas em um relatório de produção. E, um ano depois, você está apenas lendo as notícias”, lamentou.
No vídeo, o diretor citou Brian Hickerson, ex-namorado de Hayden que estava com ela na Carolina do Sul quando a atriz morreu. Furst ressaltou que não estava no estado e que não sabe o que aconteceu no dia da morte. Ele, porém, mencionou o histórico público de violência doméstica envolvendo Hickerson e reforçou que suas declarações não representam uma acusação sobre a morte da atriz. “A polícia disse que a investigação não mostrou indícios de crime e ninguém acusou esse homem de ter qualquer relação com a morte dela”, afirmou.
Ao encerrar o depoimento, Furst lamentou a perda da atriz com quem trabalhou. “Tive muita sorte de trabalhar com Hayden. Queria que ela ainda estivesse aqui”, declarou.
Assista:
Griff Furst, diretor de Hayden Panettiere, fala sobre a luta da atriz contra o vício no set de filmagem. pic.twitter.com/PWJVFk65o4
— WWLBD ✌🏻 (@whatwouldlbdo) August 20, 2026
Hayden Panettiere morreu aos 36 anos, após ser encontrada inconsciente em um apartamento na Carolina do Sul. A investigação sobre a causa e a circunstância da morte continua, e as autoridades informaram que, até o momento, não havia indicação de violência ou circunstâncias suspeitas.
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