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anada’s Drag Race: All Stars chegou ao fim nesta quinta-feira (13) com Aurora Matrix levando a primeira coroa da nova versão do reality. Antes da grande decisão, a CAPRICHO conversou com Brooke Lynn Hytes, apresentadora e jurada da franquia canadense, sobre o que ela procura em uma queen na hora de enxergá-la como uma possível campeã.
A temporada reuniu nove competidoras que já haviam passado pela franquia em busca do título inédito de Canada’s Ultimate All-Star e de um prêmio de 100 mil dólares. Aurora, que originalmente foi vice-campeã da quarta temporada de Canada’s Drag Race, chegou ao Top 4 ao lado de Nearah Nuff, Jada Shada Hudson e Sami Landri antes de conquistar a coroa.
Questionada pela CH sobre o que diferencia uma boa finalista de uma possível vencedora, Brooke explicou que o desempenho ao longo de toda a competição pesa nessa avaliação.
“Vamos acompanhando a temporada inteira e observando quem realmente se destaca, quem tem uma jornada muito boa, quem continua entregando e quem tem aquele charisma, unique, nerve and talent”, afirmou.
A primeira temporada do formato All Stars canadense também marcou uma novidade para todo o universo de Drag Race: Brooke, Priyanka e Jimbo formaram a primeira bancada fixa da franquia composta inteiramente por drag queens. As duas últimas sabem bem o que significa conquistar uma coroa. Priyanka venceu a primeira temporada canadense, enquanto Jimbo retornou à franquia até vencer RuPaul’s Drag Race All Stars 8.
Se competir pela primeira vez já envolve se adaptar às câmeras e à dinâmica do reality, Brooke acredita que retornar para uma edição All Stars deixa as participantes mais confortáveis para mostrar quem realmente são.
“É difícil quando você participa de um programa como esse pela primeira vez, porque, de repente, existem câmeras em todos os lugares e tudo acontece em um ritmo completamente diferente. É simplesmente um ambiente novo e estranho”, explicou. “Mas, quando você volta, já sabe onde está se metendo. Você fica muito mais confortável consigo mesma, mais à vontade para ser você mesma, dizer o que quer dizer e ser autêntica e é disso que o programa trata.”
Para a apresentadora, essa familiaridade também ajudou a temporada a entregar mais momentos típicos de reality show. “Isso acaba rendendo uma televisão muito melhor, como estamos vendo nesta temporada de All Stars. Essas queens estão realmente trazendo o drama e todas aquelas coisas que tornam um reality show incrível.”
E julgar artistas com quem já construiu uma relação ao longo de diferentes temporadas não tornou o trabalho mais complicado, segundo ela. “Elas sabem que eu vou estar lá. Não é uma surpresa para elas que eu seja uma das juradas. Elas são sempre muito respeitosas e eu tenho uma ótima relação com todo mundo.”
Quando faço alguma crítica, ela nunca vem de um lugar de ódio ou de uma tentativa de ser maldosa. É simplesmente eu dizendo, de forma genuína, o que estou vendo e explicando como aquilo poderia ter sido melhor.
Brooke Lynn Hytes
E como foi dividir a bancada com Priyanka e Jimbo?
A química entre as três juradas foi justamente um dos pontos que Brooke mais gostou durante as gravações. Segundo ela, trabalhar ao lado de duas amigas abriu espaço para as provocações que o público acompanhou na bancada. “Tem histórias engraçadas demais para contar”, brincou. “Foi muito divertido fazer isso com as duas. A química entre nós foi simplesmente incrível.”
“Quando você faz algo assim com seus amigos, pode dar shade, provocar e brincar uns com os outros. Então teve muito disso: a gente se alfinetando, tirando sarro umas das outras e rindo. Foi muito, muito divertido”, completou.
Ao longo da temporada, outras queens também passaram pela bancada, incluindo Lemon, campeã da segunda edição de Canada’s Drag Race: Canada vs. the World. Para Brooke, reunir diferentes vencedoras mostra também uma preocupação da versão canadense em continuar experimentando com o formato.
“Tenho orgulho delas e também muito orgulho do programa por perceber o que os fãs gostam e querem, ouvi-los e reunir todas essas queens”, disse. “Faz muito sentido ter pessoas que já passaram por essa experiência — e foram bem-sucedidas nela — sentadas ali para criticar outras queens que estão tentando conquistar aquilo que elas já conquistaram.”
Tenho orgulho da nossa franquia de forma geral: da maneira como fazemos as coisas, da forma como tratamos as pessoas, de tudo. É um prazer absoluto fazer esse programa.
Brooke Lynn Hytes
Segundo a apresentadora, a intenção é continuar mexendo na fórmula sem abandonar a essência da competição. “Estamos muito comprometidos em experimentar coisas novas. Sempre queremos fazer algo diferente, ainda mantendo aquela mesma fórmula básica, mas acrescentando pequenas reviravoltas, porque é isso que mantém tudo interessante.”
Brooke Lynn Hytes toparia um All Stars só de apresentadoras?
Com tantas versões internacionais de Drag Race, uma ideia aparece com frequência entre os fãs: e se as próprias apresentadoras das franquias competissem em uma temporada?
A CAPRICHO perguntou a Brooke quais seriam as adversárias que mais chamariam sua atenção em um hipotético All Stars apenas com hosts. Ela não demorou para destacar Pangina Heals, do Drag Race Thailand, e Nicky Doll, do Drag Race France.
Ainda assim, Brooke não descartaria ninguém. “Sempre existe uma surpresa. Você nunca sabe. Para mim, todo mundo seria competição.” E aceitaria o convite para voltar oficialmente ao Werk Room depois de ter sido vice-campeã da 11ª temporada de RuPaul’s Drag Race? Sim, mas com uma condição: Brooke só toparia participar caso fosse uma edição sem eliminações.
Brooke Lynn Hytes também está de volta ao Brasil
Antes de qualquer possível retorno à competição, Brooke tem outro reencontro marcado: o Brasil. A drag queen integra o line-up da quinta edição do The Realness Festival, marcada para 29 de agosto, na Vibra São Paulo. A programação tem início previsto para as 21h, com ingressos disponíveis pela Sympla.
E essa está longe de ser a primeira passagem de Brooke pelo país. Na conversa com a CAPRICHO, ela contou que a conexão com a plateia brasileira é justamente uma das coisas que mais guarda das visitas anteriores. “Minha coisa favorita no Brasil, sinceramente, são as pessoas. Os fãs, as pessoas e todo o amor que eles dão para a gente”, afirmou.
“Como artista, não existe nada melhor do que ter uma boa plateia. Isso dá tanta energia, confiança e empolgação para a gente. É como se você saísse do palco se sentindo meio ‘high’, sabe? Você fica com aquela descarga de adrenalina simplesmente porque o público entrega muito para a gente.”
E quem estiver vindo ao país pela primeira vez já ganhou conselho da veterana. Questionada sobre o que diria para as queens que farão sua estreia por aqui, Brooke deixou o recado: “Venham com o melhor drag que puderem, porque esse público merece o melhor de vocês.”




