Nossa galera tem lutado por uma relação mais equilibrada com a internet

 Freepik/Reprodução

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bandonar a internet não é uma opção para a nossa galera. Mas uma coisa é certa: a experiência online precisa mudar. Uma pesquisa inédita do Alana encomendada à Koga, divulgado nesta quarta-feira (12), Dia Internacional da Juventude, mostra que essa relação dos adolescentes com o ambiente digital é mais complexa do que muitos imaginam.

Entrevistados de 13 e 17 anos responderam que vêem a internet como um espaço de descoberta, conexão, aprendizado, pertencimento e aumento de repertório: 71% citam diversão, 63% felicidade e 55% curiosidade como sentimentos comuns ao usá-la. No entanto, a falta de controle incomoda a nossa galera: 50% dizem passar mais tempo online do que gostariam, 41% se sentem mais dependentes do celular e 39% acham que perderam tempo nos estudos por causa da internet.

Diante dessa dicotomia, o desafio não é abrir mão da internet e viver offline, mas, sim, conseguir criar uma rotina mais saudável e positiva dentro do ambiente digital. Segundo os entrevistados, esse objetivo esbarra em um cenário de dependência e esgotamento cognitivo, necessidade de validação e a existência de ameaças e hostilidade no online.

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Mas como criar essa relação mais saudável com a internet, CH?

Enquanto 49% dos entrevistados acredita que a responsabilidade por uma internet melhor é das plataformas, 44%  acha que quem deve ser o grande responsável pela mudança é o próprio usuário. Mas será que os jovens estão conseguindo transformar essa relação?

A pesquisa apontou que, conforme o adolescente cresce, a presença online se intensifica, na verdade. A boa notícia é que o aumento no tempo de tela não significa sempre falta de controle. Os dados mostraram que “a maturidade traz consigo maior capacidade de filtro, busca por utilidade e autonomia no ambiente digital”.

Ao comparar com o uso de internet de dois anos atrás, 51% dos jovens afirmaram que passam mais tempo online do que passavam antes, no entanto, 68% deles responderam que agora sabem evitar melhor conteúdos que fazem mal e 56% usa a internet para atividades mais úteis/importantes.

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Os entrevistados, que acreditam que é possível desenvolver uma relação mais crítica e equilibrada com a internet, listaram alguns hábitos que incluíram na rotina para se protegerem dos efeitos negativos dela. Aqui estão os principais:

  • Controlar o tempo e fazer pausas conscientes;
  • “Treinar” o algoritmo para melhorar a qualidade do que aparece para eles;
  • Filtrar melhor os influenciadores que segue;
  • Manter as contas fechadas e só adicionar quem conhece;
  • Fazer Fact Checking.

“A maturidade melhora a relação com a internet, mas não resolve tudo. Mas também deixam um recado claro: ninguém deveria depender apenas da própria experiência para aprender a lidar com um ambiente que muda o tempo todo”, conclui parte do estudo.

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