Taylor Swift remove quatro músicas suas de perfil de Trump no TikTok

 Taylor Hill/Getty Images

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epois de meses de provocações de Donald Trump, Taylor Swift começou a proibir o uso de suas músicas pelas redes sociais do Presidente dos Estados Unidos. Até o momento, a cantora já removeu quatro faixas de seu catálogo do perfil oficial de Trump no TikTok, sendo a primeira delas august, faixa do álbum Folklore.

Na publicação em questão, Trump aparece ao lado da esposa, Melania, em uma varanda olhando fogos de artíficio com o escrito na tela: “O clima atual porque é agosto e o seu presidente é Donald Trump”. O presidente norte-americano ainda provocou diretamente a artista ao marcá-la na legenda, dizendo: “Tenho certeza que @Taylor Swift ficará super animada por termos usado a música dela! #taylorswift #maga #august”.

Nesta sexta-feira (7), contudo, a música foi removida do vídeo, que passou a indicar um aviso de que “o detentor dos direitos autorais não disponibilizou este áudio no seu país”. Em seguida, fãs da cantora repararam que outros dois vídeos postados na conta do Team Trump com músicas de Swift estavam silenciados, incluindo um de novembro de 2025 que usava a faixa Father Figure e outro que usava Opalite, ambas músicas do álbum mais recente da cantora, The Life of a Showgirl.

Mesmo após a remoção das faixas, o perfil de Trump postou, ainda nesta sexta, uma montagem do álbum Red de Swift com o rosto do presidente na capa e a música que carrega o título do álbum, além da legenda dizendo que: “Você sabia que a Taylor Swift escreveu um álbum inteiro sobre a cor do Partido Republicano?”, em referência ao partido político do qual ele faz parte. Na tarde deste sábado (8), porém, o áudio de Red também não aparecia mais disponível.

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Essa é a primeira vez que Swift se movimenta sobre o uso de suas músicas e identidade visual por parte de Trump no último ano, que vem investindo em uma campanha de rage bait com músicas pop de diversas outras artistas como Olivia Rodrigo, Ariana Grande, Sabrina Carpenter e Katy Perry, que já se manifestaram contra ele.

O termo rage bait, escolhido como Palavra do Ano pelo Dicionário Oxford, caracteriza conteúdos criados para atrair raiva e indignação e, assim, gerar engajamento. No caso do governo de Trump, a tática começou a ser aplicada para atrair holofotes para as políticas anti-imigrantes implementadas pelo ICE, Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos.

Mas, a rixa de Trump com Swift é ainda mais antiga. Em 2024, por exemplo, ele chegou a compartilhar em suas redes sociais “EU ODEIO TAYLOR SWIFT!” logo após ela compartilhar sua intenção de voto na candidata para a presidência dos EUA, e sua oponente, Kamala Harris.

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“Vou votar em Kamala Harris e Tim Walz na eleição presidencial de 2024. Voto porque ela luta pelos direitos e causas que, a meu ver, precisam de uma guerreira para defendê-los. Considero-a uma líder talentosa e de postura firme, e acredito que podemos conquistar muito mais neste país se formos guiados pela calma, e não pelo caos. Fiquei muito animada e impressionada com a escolha de @timwalz como seu companheiro de chapa; ele vem defendendo há décadas os direitos LGBTQ+, a fertilização in vitro (FIV) e o direito da mulher sobre o próprio corpo”, afirmou a cantora na época em um longo texto em suas redes sociais.

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