Como falar com alguém quando você não sabe qual pronome usar

 Magnific/Reprodução

T

er dúvida sobre qual pronome usar para se referir a uma pessoa não é, necessariamente, um problema. Agora, tentar adivinhar ou pressupor, sim. Isso pode gerar uma situação constrangedora e desrespeitosa. Mas, então, o que fazer quando não souber a identidade de gênero de quem você está conversando?

A primeira e mais básica dica é perguntar. Se você não conseguir identificar, naturalmente, no começo da conversa como a pessoa se identifica, você pode questionar de uma forma educada e sem fazer grande caso qual pronome usar. Você pode simplesmente perguntar: “quais pronomes você usa?”. Uma outra maneira interessante de fazer isso é se apresentar, informando seus próprios pronomes. Por exemplo: “Oi, sou Juliana e uso ela/dela”. Isso pode incentivar e deixar a pessoa confortável para fazer o mesmo.

Como indica o guia criado pela Advocates for Trans Equality (A4TE), que luta pelos direitos legais e políticos das pessoas transgênero nos Estados Unidos, pessoas trans usam palavras diferentes para se descrever. Por isso, é importante seguir a orientação de cada pessoa trans, pois ela saberá melhor qual linguagem usar para se expressar.

Pessoas não binárias também podem usar diferentes pronomes, como elu/elus, ele/elu ou os pronomes tradicionais ele e ela. Diferente do que muitos pensam, nem toda pessoa não binária usa linguagem neutra; algumas usam pronomes masculinos ou femininos (ou ambos). Então, mais uma vez, o ideal é perguntar e também vale lembrar que a aparência ou o modo de se vestir não definem o pronome de ninguém, certo?

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O QUE É IDENTIDADE DE GÊNERO?

É o gênero com o qual a pessoa se identifica, podendo ele ter ou não relação com o gênero biológico delimitado na hora do nascimento. Dentro da identidade de gênero, temos termos como:

Cisgênero: quando a pessoa se identifica com o mesmo gênero que lhe foi dado ao nascer;

Transgênero: quando a pessoa se identifica com um gênero diferente daquele que lhe foi lhe dado ao nascer;

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Não-binariedade: quando a pessoa sente que sua identidade não pode ser definida dentro das margens da binariedade estipulada socialmente (homem ou mulher) e que questões de gênero vão além de masculino ou feminino.

Agora, quando não der para perguntar e você não souber a identidade de gênero da pessoa, a orientação é procurar utilizar termos neutros, como pessoa, indivíduo, sujeito, gente, população, alguém e pessoal. E também evitar construções no masculino ou feminino. Então, ao invés de dizer, por exemplo, “você está atrasada ou atrasado”, mude para “você se atrasou”. Da mesma forma, é possível trocar  “Essa bolsa é da Luana” para “Essa bolsa é de Luana”.

Detalhes simples na comunicação fazem toda a diferença. Usar a linguagem correta é o primeiro passo para respeitar e acolher. 

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