No galpão da economia solidária e agricultura familiar da Expoacre 2026, Itaan Arruda percorreu os estandes e conversou com produtores que, segundo ele, representam o perfil da maioria das propriedades rurais do estado. “É como se a gente estivesse na economia real agrícola do Acre”, resumiu, ao destacar que a diversidade da produção é a principal marca desse setor.
O primeiro a receber a equipe foi Luiz Gonzaga, morador da comunidade Irineu Serra, que apresentou adubo e uma variedade de plantas frutíferas de coco, rambutã, graviola, biribá, jabuticaba e acerola. Além da Expoacre, o produtor conta que comercializa seus itens durante a semana, de terça a sábado, na rotatória do bairro Universitário.
Um dos destaques da reportagem foi Dona Nilce, da comunidade do Belo Jardim, que produz goma, colorau feito no moinho e trabalha com macaxeira de praia, ela vende seus produtos em feiras. Ela contou que recebeu recentemente a visita de técnicos do Banco da Amazônia pelo programa Basa Acredita, que oferece pequenos financiamentos a produtores desse perfil. Após a avaliação em sua casa de farinha, foi aprovada para um financiamento de R$ 100 mil. “Passei de primeira. Nunca aconteceu na minha vida”, comemorou.
A produção da agricultura familiar também abastece a praça de alimentação da feira. Romaida, da Maida Bolos e Tortas, empresa familiar com dois colaboradores, trabalha com tortas regionais e gourmetizadas e explicou que compra insumos como cupuaçu, macaxeira e abacaxi dos próprios produtores locais. “A gente aproveita a produção da nossa cidade”, disse. No mesmo espaço, Dona Cláudia comercializa bombom de morango, morango do amor, pavês, trufas regionais e bolos de pote.
Segundo Arruda, o galpão sintetiza o espírito da economia solidária e reúne desde o pequeno produtor até marcas maiores, com o que é cultivado no campo chegando diretamente ao prato do consumidor.
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Rebeca Martins




