SOS Sexo: ‘O que acontece com o nosso corpo quando temos um orgasmo?’

 Getty Images/Reprodução

N

esta sexta-feira, 31 de julho, é celebrado o Dia Mundial do Orgasmo. E uma verdade precisa dita: muita gente quer chegar no ápice, mas poucas sabem o que acontece no corpo quando “chega lá”. O SOS Sexo de hoje explica o que muda nesse momento.

Segundo a educadora sexual Mari Williams, o orgasmo pode ser entendido como o momento em que a tensão sexual acumulada é liberada. “Nada mais é do que uma descida de montanha-russa. É uma descarga de uma carga de tensão sexual que precisa sair”, explica.

Nas pessoas com pênis, o orgasmo costuma vir acompanhado da ejaculação, embora as duas coisas não sejam exatamente sinônimas. “Se você tem pênis, quando chegar lá, muito provavelmente vai ter uma ejaculação. Vai sair um líquido seminal”, afirma Mari. Na maioria dos casos, os dois acontecimentos ocorrem juntos, mas existem situações em que eles podem acontecer separadamente.

Já para quem tem vulva, uma dúvida bastante comum é se o orgasmo precisa ser acompanhado da saída de algum líquido. A resposta é não. “Se você tem vulva, tem vagina, fica tranquila: se não sai líquido de você, não precisa sair nenhuma água”, tranquiliza a educadora sexual.

Ela explica que, embora a região íntima fique naturalmente lubrificada durante a excitação, o orgasmo em si não costuma provocar um jato de líquido. “O nosso orgasmo é ‘seco’, entre aspas, porque a nossa região íntima é úmida. Mas não vai sair nenhum jato da gente.”

Continua após a publicidade

O que normalmente acontece são contrações involuntárias da musculatura da vagina e da região pélvica, acompanhadas por uma intensa sensação de prazer. “A gente vai sentir uma sensação de contração na parede da vagina e, principalmente, uma sensação de carga e descarga, de alívio e de relaxamento”, explica.

O que acontece no cérebro durante o orgasmo

Além das reações físicas, o cérebro também entra em ação. Durante o orgasmo, há liberação de substâncias relacionadas ao prazer e ao bem-estar, como dopamina e serotonina. “A gente vai entrar nesse estado de relaxamento porque vai ter liberação de serotonina, de dopamina. A gente vai ficar se sentindo bem, com a autoestima alta”, afirma Mari.

Alguns estudos também sugerem que uma vida sexual satisfatória pode estar associada a benefícios para a saúde física e emocional, como melhora do humor, redução do estresse e sensação geral de bem-estar.

“Tem estudos que mostram que pode melhorar a sua pele, seu cabelo. Então, muito além da sensação de prazer, tem vários benefícios para o nosso corpo”, acrescenta.

Continua após a publicidade

E se eu tiver dificuldade para chegar ao orgasmo?

Nem todo mundo sente orgasmo com facilidade — e isso não significa, necessariamente, que exista algum problema. Segundo Mari Williams, o primeiro passo é deixar de enxergar o orgasmo como uma obrigação.

“Se para você é difícil chegar lá, não precisa ter vergonha, nem receio, nem achar que tem um problema no seu corpo.”

Ela recomenda investir no autoconhecimento e na comunicação durante as relações.

“Trabalha seu autoconhecimento da sexualidade, se tocando, pesquisando sobre e conversando com quem está ali com você para que seja cada vez mais prazeroso na hora H.”

Continua após a publicidade

O orgasmo não precisa ser uma meta

Em uma cultura que muitas vezes trata o orgasmo como o único objetivo da relação sexual, vale lembrar que o prazer pode acontecer de diferentes formas.

“O orgasmo não devia ser uma linha de chegada que a gente quer cruzar, mas sim um resultado de tanto prazer que ele precisa se descarregar”, conclui Mari.

Em vez de transformar esse momento em uma cobrança, o mais importante é viver a sexualidade com informação, respeito aos próprios limites e espaço para descobrir o que faz sentido para você.

Continua após a publicidade

 

Compartilhe

WhatsApp
Facebook
X
Threads
Telegram
Print
LinkedIn

Siga nossas Redes Sociais

Leia também