O céu desta última semana de julho reserva um espetáculo para os admiradores da astronomia. As chuvas de meteoros Delta Aquáridas do Sul e Alfa Capricornídeas atingem o auge entre a madrugada de quinta-feira (30) e a de sexta-feira (31), oferecendo uma oportunidade de observação também para quem está no Brasil.
Embora os dois fenômenos ocorram praticamente ao mesmo tempo, a visibilidade não será a ideal. Isso porque o pico acontece apenas um dia depois da Lua cheia de julho, prevista para quarta-feira (29). Segundo a Sociedade Americana de Meteoros, cerca de 98% da superfície lunar ainda estará iluminada durante a madrugada seguinte, o que deve dificultar a observação dos meteoros menos brilhantes.
A Delta Aquáridas do Sul costuma ser a mais intensa das duas. Em condições favoráveis, pode produzir até 25 meteoros por hora. Já a Alfa Capricornídeas apresenta uma atividade menor, com aproximadamente cinco meteoros por hora, mas costuma chamar atenção pelo brilho intenso e, em alguns casos, pelas cores mais vivas dos rastros deixados no céu.
Para aumentar as chances de acompanhar o fenômeno, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação recomenda procurar locais afastados da iluminação urbana, com céu escuro e horizonte aberto. Outra dica é posicionar-se de forma que a Lua fique atrás do observador ou seja encoberta por árvores, construções ou elevações do terreno, reduzindo o excesso de claridade.
A observação das chuvas de meteoros pode ser feita a olho nu. O uso de telescópios ou binóculos não é necessário, já que esses equipamentos limitam o campo de visão e dificultam acompanhar a passagem dos meteoros pelo céu.
Registro feito pelo Sentinel-3 mostra a dimensão dos incêndios que atingem o centro e o oeste do país. O sistema Copernicus auxilia as autoridades no monitoramento das chamas e das áreas afetadas
Notícias ao Minuto | 03:30 – 28/07/2026




