Tarot para pets: como funciona a prática que viralizou na Coreia do Sul

Na leitura, os próprios animais participam da escolha das cartas. Magnific/Reprodução


Q

uem convive com um cachorro ou gato já deve ter tentado adivinhar o motivo de um olhar diferente, de um comportamento inesperado ou de uma mudança repentina de humor. Essa curiosidade levou uma tendência curiosa a ganhar espaço na Coreia do Sul: consultas de tarot voltadas exclusivamente para animais de estimação.

A prática, conhecida como Pet Tarot, vem atraindo cada vez mais interessados em Seul. A proposta é interpretar sinais sobre o estado emocional dos animais por meio das cartas escolhidas por eles. As sessões custam cerca de R$ 80 e fazem parte de um mercado de serviços para pets que cresce junto com a importância que eles passaram a ocupar nas famílias sul-coreanas.

Uma das profissionais que ajudou a popularizar a prática é Hwang Soo-Kyung, dona da casa de adivinhação Ace Sophia, que criou um baralho específico para animais e atende em um estúdio no distrito de Gangnam, em Seul. Segundo ela, muitos clientes retornam para novas consultas porque querem continuar explorando o comportamento dos companheiros de quatro patas.

Por que a prática cresceu tanto?

A popularidade do serviço acompanha um mercado pet cada vez mais aquecido na Coreia do Sul. Em um país onde cada vez mais pessoas optam por ter animais de estimação, cresce também a procura por experiências personalizadas para eles.

Continua após a publicidade

Dados divulgados pelo governo mostram que 29,2% dos lares do país têm pelo menos um animal de companhia, um crescimento expressivo em relação aos 17,4% registrados em 2010. Além disso, o tarot já vinha conquistando espaço entre millennials e integrantes da Geração Z, especialmente em bairros como Gangnam e Hongdae. A combinação dessas duas tendências abriu espaço para esse novo tipo de serviço.

O que os tutores esperam descobrir?

Entre os clientes está Ahn Hye-Joo, que procurou o tarô para entender a ansiedade do cachorro depois do nascimento dos filhotes. Em entrevista à Reuters, ela contou que a experiência foi reconfortante por levantar questões que, na percepção dela, poderiam passar despercebidas em uma consulta convencional.

Porém, embora essas leituras tenham conquistado popularidade, não existe comprovação científica de que o tarot consiga identificar sentimentos, dores ou doenças em animais.

Continua após a publicidade

O tarot não substitui cuidados veterinários

Também é bom lembrar que qualquer alteração no comportamento do seu pet, como falta de apetite, agressividade repentina ou sinais de dor, deve ser avaliada por um médico-veterinário. O tarot pode fazer sentido para quem o enxerga como uma prática espiritual para reflexão, mas não substitui um acompanhamento profissional.

E você? Levaria seu pet numa consulta?

+ Quer receber as principais notícias da CAPRICHO direto no celular? Faça parte do nosso canal no Whatsapp, clique aqui.

Publicidade

Compartilhe

WhatsApp
Facebook
X
Threads
Telegram
Print
LinkedIn

Siga nossas Redes Sociais

Leia também