Quase seis meses após o desaparecimento de Nancy Guthrie, mãe da apresentadora norte-americana Savannah Guthrie, o primeiro bilhete de resgate enviado à família foi revelado nesta terça-feira (22). A carta, divulgada pela jornalista investigativa Briana Whitney durante o podcast “Crime Junkie”, traz ameaças explícitas, exigências milionárias e detalhes da residência da idosa, que, segundo os investigadores, só alguém presente no local poderia conhecer.
Nancy, de 84 anos, desapareceu em 1º de fevereiro, após ser supostamente sequestrada de sua casa em Tucson, no estado do Arizona, nos Estados Unidos. Desde então, o caso segue sem solução. Segundo Whitney, o bilhete começava com uma mensagem direcionada à filha da vítima: “Olá, Savannah. Nós estamos com sua mãe, Nancy. Ela está em segurança, mas assustada. Ela será mantida em cativeiro mediante pagamento de resgate e, assim que o valor for recebido, será libertada sem sofrer nenhum dano. Nós a manteremos por, no máximo, sete dias”.
A carta informava que o pagamento deveria ser feito em bitcoin e estabelecia dois prazos. De acordo com informações divulgadas anteriormente, os sequestradores exigiam US$ 4 milhões até o primeiro prazo e aumentariam o valor para US$ 6 milhões caso o pagamento não fosse realizado.
O texto também prometia que Nancy seria libertada poucas horas após a transferência do dinheiro: “Assim que o pagamento for recebido no endereço de bitcoin abaixo, ela será libertada em até 12 horas após o depósito, em um local seguro de entrega de volta em Tucson”.
Em seguida, o autor do bilhete fazia uma ameaça direta à apresentadora: “Se o pagamento não for recebido até o último prazo, na segunda-feira, às 17h, ela será morta. Sua mãe está ciente disso, e a vida dela está em suas mãos. É do interesse de todos que isso seja resolvido o mais rápido possível. Você não poderá mais entrar em contato comigo a partir de agora. Não haverá negociação. Não tente nos enganar. As autoridades não poderão ajudá-la”.
Assista ao vídeo completo abaixo:
Para tentar comprovar que realmente estava com Nancy, a pessoa que escreveu o bilhete incluiu informações específicas sobre a casa da vítima. Segundo Whitney, o bilhete mencionava que havia um smartwatch branco caído próximo aos pés da cama de Nancy e que um refletor localizado no quintal dos fundos havia sido destruído.
Apesar da carta, o FBI ainda não confirmou se ela foi escrita pelo verdadeiro sequestrador. A agência segue investigando a autenticidade do documento. Procurado por veículos norte-americanos, o FBI preferiu não comentar o caso, enquanto o Gabinete do Xerife do Condado de Pima informou que não há novas informações a divulgar.
A revelação acontece poucas semanas depois de outro bilhete enviado à família e a diversos veículos de imprensa. Segundo informações da NBC News, a segunda carta afirmava que Nancy morreu. Diferentemente da primeira mensagem, o novo texto não pedia dinheiro nem oferecia qualquer possibilidade de devolução do corpo da vítima.
Após a divulgação da notícia, Savannah Guthrie fez um emocionante apelo durante o programa “Today”: “Quero aproveitar esta oportunidade para pedir, implorar às pessoas que se apresentem. Alguém sabe de alguma coisa”.


A apresentadora falou sobre o sofrimento vivido pela família desde o desaparecimento da mãe. “Para vocês isso pode ser apenas uma notícia de hoje, mas essa é a vida que minha irmã, meu irmão, nossa família e nossos filhos vivem todos os dias. Estamos em agonia e não conseguimos ter paz”, disse ela.
Ela concluiu reforçando o pedido de ajuda. “Por mais que eu tente vir trabalhar todos os dias com um sorriso e encontrar alegria — e eu prometo que vou continuar fazendo isso —, este é um momento para dizer que precisamos da ajuda de vocês. Estamos implorando pela ajuda de vocês. E eu não podia deixar essa oportunidade passar”, declarou
Nancy Guthrie foi vista pela última vez em 31 de janeiro, durante um jantar com a filha Annie Guthrie. Segundo Annie, não havia nenhum comportamento incomum naquela noite. A idosa foi dada como desaparecida no dia seguinte, após não comparecer ao culto que frequentava regularmente. Até o momento, ninguém foi preso e o paradeiro de Nancy continua desconhecido.
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