Boletim da Fiocruz mantém Acre e Rio Branco em nível de risco para SRAG

Foto: Tony Winston/Agência Brasília

Apesar da tendência de queda das hospitalizações por vírus sincicial respiratório (VSR) e pelos vírus influenza A e B em grande parte do Brasil, o Acre continua entre os estados com maior preocupação em relação à Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). É o que aponta o novo boletim InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (23).

Segundo o levantamento, o Acre está entre os cinco estados brasileiros que apresentam incidência de SRAG em nível de risco ou alto risco nas últimas duas semanas, além de registrar crescimento na tendência de longo prazo, analisada nas últimas seis semanas. Também integram esse grupo Maranhão, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

Na capital acreana, Rio Branco, o cenário também preocupa. A cidade aparece entre apenas três capitais do país com atividade de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco, acompanhada de crescimento sustentado dos casos nas últimas seis semanas. As outras capitais nessa condição são João Pessoa (PB) e São Luís (MA).

De acordo com os pesquisadores da Fiocruz, o aumento observado em Rio Branco concentra-se principalmente entre crianças de 5 a 14 anos e idosos com 65 anos ou mais, grupos considerados mais vulneráveis às complicações causadas por vírus respiratórios.

O boletim destaca ainda que, embora a temporada da influenza A esteja chegando ao fim em boa parte do país, os casos graves associados ao vírus permanecem elevados no Acre, ao lado de Minas Gerais, Paraná e Roraima.

No cenário nacional, a redução das internações é impulsionada principalmente pela queda dos casos provocados pelo vírus sincicial respiratório (VSR) e pelos vírus influenza A e B. Ainda assim, a Fiocruz alerta que os níveis de SRAG permanecem elevados em diversos estados brasileiros, o que reforça a importância da vacinação contra influenza, Covid-19 e VSR para os grupos prioritários.

Em todo o Brasil, já foram registrados 120.920 casos de SRAG em 2026. Desses, 63.698 tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório. Nas últimas quatro semanas epidemiológicas, o VSR respondeu por 58,5% dos casos positivos, seguido pelo rinovírus (24,6%), influenza A (9,1%), influenza B (8,8%) e Covid-19 (1,5%). Entre os óbitos com confirmação laboratorial, a influenza A permanece como o principal vírus identificado.

Da redação ac24horas

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