Interdição da BR-364 deixa centenas de motoristas parados em longa fila no AC

Motoristas e passageiros enfrentam horas de espera na BR-364, na altura da Vila Lagoinha, em Cruzeiro do Sul, por causa do bloqueio da rodovia durante um protesto que cobra a recuperação de ramais. Nesta segunda-feira (13), a interdição segue sem previsão de término e afeta pessoas que tentam seguir viagem para diferentes destinos, entre eles Rio Branco.

Além da interrupção do tráfego, quem permanece na fila relata dificuldades para conseguir água, alimentação e até mesmo informações sobre quando a rodovia será liberada. Nas imagens registradas no local, é possível observar uma longa fila formada por motocicletas, carros de passeio, caminhões e outros veículos parados nos dois sentidos da estrada.

Uma das pessoas afetadas é Geruza Conceição, que viaja para Rio Branco e afirma estar ‘presa’ no trafego. Segundo ela, a espera já ultrapassava quatro horas no momento em que gravou o relato ao ac24horas. “A PRF está aqui. Disseram que ninguém mandou autorização para liberar essa manifestação para a gente passar. Não estão nem aí. O povo de Rio Branco não está nem aí para nós que estamos aqui. Não dão ordem para liberar”, afirmou.

Geruza também descreveu as dificuldades enfrentadas durante a espera. “Eu tô com fome, com sede. Desde 4h da madrugada que eles fecharam e até agora nada de abrir”, disse. Ela relatou ainda que a fila de veículos aumenta à medida que o bloqueio permanece. “Estamos aqui cerca de quatro horas, mas tem gente que está aqui desde que fecharam. A fila de carros e caminhões está grande, enorme”, declarou.

O protesto foi organizado por moradores que reivindicam o cumprimento de compromissos relacionados à recuperação de ramais da região. Com cartazes, os manifestantes cobram providências do Governo do Estado e do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre).

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) acompanha a manifestação e permanece no local durante a interdição da rodovia. Até o momento, não há previsão para a liberação do tráfego.

O representante do Deracre no Vale do Juruá, Amauri Sinhô, informou que o órgão não pretende enviar representantes ao local para negociar com os manifestantes. Segundo ele, o departamento executa serviços nos ramais e não considera necessária a mobilização. “No momento não vamos porque não nos procuraram pra ter uma conversa e estamos trabalhando nos ramais. Vejo que não precisava esse movimento porque estamos trabalhando. É um ato politiqueiro”, afirmou.

Rebeca Martins

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