Carlo Ancelotti falou sobre como Neymar tem lidado com a reserva na seleção brasileira durante a Copa do Mundo de 2026. O treinador afirmou que o atacante não esconde o desejo de voltar ao time titular, mas destacou a postura do camisa 10 nos bastidores da equipe.
Carlo Ancelotti comentou sobre a forma como Neymar tem encarado o banco de reservas na Seleção Brasileira durante a Copa do Mundo de 2026. Em entrevista à Folha de S.Paulo, publicada nesta quinta-feira (3), o treinador afirmou que o atacante ainda deseja recuperar a vaga entre os titulares, mas ressaltou a postura profissional do camisa 10 que precisou lidar com uma lesão na panturrilha.
Segundo o técnico, Neymar não esconde a frustração por não estar começando as partidas, mas tem contribuído para o ambiente da equipe. “Ele não está conformado, mas está se comportando muito bem. Está treinando muito bem”, afirmou.
Ancelotti também fez questão de destacar a relação do jogador com os companheiros e elogiou sua postura nos bastidores da seleção. “Neymar é muito respeitoso, amável e querido pelos companheiros. É um caráter importante na equipe porque tem qualidade e é uma pessoa muito humilde. Estou muito contente com ele. E obviamente ele quer jogar, como sempre jogou”, declarou.
Questionado se o atacante já pediu mais minutos em campo, o italiano explicou que isso nunca aconteceu de forma explícita, mas reconheceu que o desejo do jogador é evidente. “Não pede ‘quero jogar’, mas isso é bastante claro. E positivo. Um jogador não pode ficar contente de estar no banco”, disse.
O treinador também garantiu que Neymar está totalmente recuperado da lesão sofrida antes do início da competição e já reúne condições físicas para disputar uma partida completa. “O importante é que ele pode jogar. Quanto tempo jogará, ninguém sabe. Ele tem experiência para manejar os minutos do jogo, o ritmo. Quando eu entender que a equipe precisa dele, vou colocá-lo”, afirmou. Ao ser perguntado se o atacante já suportaria os dois tempos do jogo, respondeu: “Sim. Ele pode jogar 90 minutos”.
Críticas ao trabalho
Durante a entrevista, Ancelotti também falou sobre a pressão de comandar a Seleção Brasileira e como lida com as críticas ao seu trabalho. O italiano afirmou que entende a cobrança, mas destacou a experiência acumulada ao longo da carreira.
“Eu não sei se entendo ou não de futebol. Mas também ninguém pode julgar se eu entendo ou não. A única coisa certa é que eu já preparei (equipes para) mais de 1.400 jogos. Pode não ser suficiente para entender de futebol, mas é uma boa experiência”, afirmou.

Bem-humorado, o treinador ainda brincou que aceita opiniões de todos, mas citou apenas um nome que considera mais experiente do que ele. “Eu obviamente aceito conselhos de todo mundo, mas o único que poderia ser mais indicado para me dar conselhos seria Alex Ferguson”, disse, referindo-se ao ex-técnico do Manchester United.
Ancelotti também afirmou que encara como uma honra comandar a seleção pentacampeã do mundo, mesmo diante da pressão para encerrar os anos sem títulos em Copas. “Há uma pressão, são 24 anos. Mas, afinal, para mim é uma honra estar aqui e treinar a seleção brasileira. E, por ser uma honra, aceito todas as críticas. Para mim não faz diferença porque estou honrado de estar aqui”, concluiu.
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Cora Andrade




