Boletim da Fiocruz mostra estabilização da SRAG no Acre, mas alerta continua

O Acre segue em estado de alerta para os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), embora acompanhe a tendência de estabilização observada na maior parte da região Norte. É o que aponta a nova edição do Boletim InfoGripe, divulgada nesta quinta-feira, 02, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com dados referentes às semanas epidemiológicas entre 6 e 27 de junho.

Segundo o levantamento, o estado não aparece entre as unidades da federação que ainda registram crescimento sustentado da doença nas últimas seis semanas, cenário restrito ao Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Roraima. Apesar disso, o Acre permanece entre os estados classificados com incidência de SRAG em nível de alerta, risco ou alto risco nas duas últimas semanas, situação compartilhada pela maioria das unidades da federação.

No recorte das capitais, Rio Branco também permanece em nível de alerta, risco ou alto risco para SRAG, mas sem apresentar sinal de crescimento na tendência de longo prazo. A capital acreana integra um grupo de 11 capitais brasileiras que continuam com elevada incidência da síndrome, embora os indicadores apontem estabilização dos casos.

No cenário nacional, apenas quatro estados, Piauí, Rondônia, Pernambuco e Tocantins, deixaram de apresentar níveis de alerta, risco ou alto risco nas últimas duas semanas. Em contrapartida, seis estados ainda registram crescimento consistente dos casos, concentrados principalmente nas regiões Sudeste e Sul, além de Roraima.

A Fiocruz destaca que, na maior parte do país, o aumento das internações por SRAG continua sendo impulsionado principalmente pelo vírus sincicial respiratório (VSR), responsável por grande parte das hospitalizações de crianças pequenas e uma das principais causas de bronquiolite infantil. Em algumas regiões, especialmente no Centro-Sul, também há impacto das influenzas A e B.

Nas quatro últimas semanas analisadas, o VSR respondeu por 55,2% dos casos positivos de SRAG no Brasil, seguido pelo rinovírus (23,1%), influenza A (14,5%), influenza B (8,1%) e Covid-19 (2,1%). Entre os óbitos associados à síndrome, a influenza A foi o vírus mais frequente, representando 36,7% das mortes, seguida pelo VSR (22,3%), rinovírus (20,9%), influenza B (13,1%) e Covid-19 (8,3%).

Os dados nacionais também mostram que, ao longo de 2026, 38,1% dos casos positivos de SRAG foram causados pelo VSR, 30,8% pelo rinovírus, 22,1% pela influenza A, 4,8% pela Covid-19 e 4,1% pela influenza B.

Lucas Vitor

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