Reconhecimento facial ajuda a prender foragido do Estado do Pará

Foto: Whidy Melo/ac24horas

O sistema de reconhecimento facial do programa Rio Branco Mais Segura, implantado pela Prefeitura de Rio Branco, contribuiu para a prisão de um homem natural do Pará que estava foragido da Justiça e vivia na capital acreana utilizando três identidades falsas. Procurado pelos crimes de homicídio e roubo, ele foi identificado pelas câmeras de monitoramento e preso após o alerta emitido pelo sistema.

O caso foi apresentado nesta terça-feira (30), durante coletiva de imprensa no Centro Integrado de Videomonitoramento, como um dos principais exemplos da efetividade da tecnologia, que em junho gerou 36 alertas e resultou em 25 prisões, alcançando uma taxa de conversão de aproximadamente 69%.

Foto: Imagem da sala de monitoramento I Whidy Melo/ac24horas

Ao comentar os resultados, o prefeito Alysson Bestene destacou que a iniciativa é fruto da integração entre Prefeitura, Governo do Estado e demais órgãos de segurança pública. “Ninguém faz política pública sozinho. Nós temos a parceria com o Governo do Estado, Ministério Público, Polícia Penal e outras instituições. A Prefeitura fez os investimentos para trazer mais segurança pública, principalmente por meio de uma segurança primária”, disse.

Foto: prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene I Whidy Melo/ac24horas

Segundo o prefeito, o investimento em videomonitoramento e reconhecimento facial tem produzido resultados concretos na prevenção e repressão à criminalidade.
“Os investimentos feitos na cidade, com câmeras espalhadas e reconhecimento facial, possibilitam os resultados que estamos demonstrando hoje. Quando você inibe crimes e realiza prisões efetivas, promove pacificação social. É fruto dessas parcerias e do investimento que a Prefeitura fez nessa sala de videomonitoramento”, afirmou.

Bestene afirmou ainda que a cidade conta atualmente com mais de 450 câmeras distribuídas em diversos pontos e que a intenção é ampliar essa cobertura.

Durante a coletiva, o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Turismo, Tecnologia e Inovação e chefe do Gabinete Militar, coronel Ezequiel Bino, explicou que o reconhecimento facial é apenas uma das ferramentas do programa Rio Branco Mais Segura, que também utiliza câmeras com leitura automática de placas de veículos.

“O programa Rio Branco Mais Segura é muito robusto. O reconhecimento facial é uma das soluções disponíveis, assim como o reconhecimento de placas. Já tivemos casos de grande repercussão em que veículos utilizados por criminosos foram localizados pelo sistema”, descreveu.

Foto: Coronel Ezequiel Bino I Whidy Melo/ac24horas

Segundo Bino, a tecnologia permite localizar pessoas com mandados de prisão em aberto com rapidez e precisão. “O reconhecimento facial é uma ferramenta muito precisa para agir sobre pessoas que estão evadidas do sistema prisional ou possuem mandados de prisão. O caso do foragido do Pará demonstra essa eficiência”, disse.

Ele informou que a Prefeitura iniciou a expansão da tecnologia para novos pontos da cidade. Uma das primeiras ampliações ocorreu no Parque de Exposições Wildy Viana, onde quatro câmeras com reconhecimento facial já foram instaladas para reforçar a segurança durante a Expoacre. “O projeto é chegar a todas as regionais da cidade, em pontos estratégicos. Claro que isso depende de orçamento. É uma expansão gradual.”

Foto: Coronel Ezequiel Bino I Whidy Melo/ac24horas

Na sequência, o técnico da empresa responsável pelo sistema de reconhecimento facial, Guilherme Azevedo, explicou que a tecnologia funciona por meio da biometria facial, utilizando características únicas de cada indivíduo.
“O formato do rosto, a proporção entre os órgãos da face e a distância entre esses pontos geram uma identificação única. Assim como a impressão digital, o reconhecimento facial cria uma biometria capaz de individualizar cada pessoa”, explicou.

Os dados divulgados pela Prefeitura mostram que, das 25 prisões realizadas em junho, sete foram por outros crimes, quatro por tráfico de drogas, quatro por roubo, três por homicídio ou tentativa de homicídio, três por crimes sexuais, uma por descumprimento de medida protetiva, uma por violência doméstica, uma por mandado de internação e uma por furto qualificado. O sistema registrou 36 alertas, dos quais 25 resultaram em prisões, desempenho que a administração municipal atribui à integração entre tecnologia e atuação das forças de segurança.

Whidy Melo

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