Alysson garante contrato de transição para evitar paralisação do transporte coletivo

Foto: Whidy Melo/ac24horas

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O prefeito de Rio Branco, Alysson Bestene, afirmou nesta terça-feira (30) que a Prefeitura irá firmar um novo contrato de transição com a Ricco Transportes para garantir a continuidade do transporte coletivo enquanto a nova empresa contratada assume definitivamente a operação do sistema.

A declaração foi dada durante entrevista coletiva no Centro Integrado de Videomonitoramento, horas depois de a Polícia Judicial cumprir uma ordem de busca e apreensão de cerca de 30 ônibus utilizados pela Ricco, em razão de uma disputa judicial envolvendo uma dívida de quase R$ 3 milhões pela compra dos veículos.

Segundo Bestene, a administração municipal trabalha para que a mudança de operadores ocorra em até 30 dias, sem prejuízos à população. “A ideia é que a gente faça, dentro dessa transição, um contrato de transição”, afirmou o prefeito ao ser questionado sobre o encerramento do contrato emergencial da Ricco, previsto para esta sexta-feira (3).

O gestor destacou que a nova empresa responsável pelo transporte coletivo já está em Rio Branco e iniciará o processo de transição para assumir a operação da frota. A previsão é de que sejam colocados em circulação 120 ônibus, equipados com ar-condicionado, Wi-Fi e com idade máxima de cinco anos, conforme previsto no processo de contratação emergencial. “Nós estamos na fase de transição. A nova empresa já está aqui e vamos realizar reuniões para que essa transição ocorra no prazo máximo de 30 dias, para que a nova operação comece com ônibus novos, da forma que estava prevista no edital”, declarou.

Ao comentar a apreensão dos veículos da Ricco, Bestene afirmou que a Prefeitura buscará medidas para impedir que a população seja prejudicada pela disputa judicial entre empresas privadas. “A Prefeitura vai tomar medidas para que o usuário não seja penalizado. Se houver falta de ônibus na cidade, vamos recorrer para que esses veículos continuem prestando o serviço. Em primeiro lugar está o usuário do transporte coletivo”, disse.

O prefeito ressaltou que o problema decorre de uma decisão judicial relacionada ao descumprimento de um contrato firmado pela Ricco com outra empresa, situação que resultou no bloqueio de parte da frota utilizada no serviço público.

Questionado sobre eventuais punições à concessionária, Bestene afirmou que a empresa poderá sofrer as sanções previstas no contrato firmado com o Município caso seja constatado o descumprimento de obrigações. “A Ricco tem, dentro do contrato, sanções previstas. Se não cumprir o contrato, poderá sofrer as penalidades estabelecidas pela Prefeitura”, afirmou.

Desde que assumiu a Prefeitura, Alysson Bestene lembrou que a gestão decretou situação de emergência no transporte coletivo, criou um grupo de trabalho para reestruturar o sistema e iniciou a recuperação de corredores exclusivos de ônibus. Segundo ele, o objetivo é modernizar o serviço e ampliar a oferta de linhas na capital sem comprometer os trabalhadores do setor, que deverão ser absorvidos pela nova operadora.

Whidy Melo

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