Seleção Brasileira teve cinco atletas advertidos na fase de grupos, mas mudanças aprovadas pela Fifa alteram o cenário para o mata-mata do Mundial
O Brasil encerrou a fase de grupos da Copa do Mundo de 2026 com cinco jogadores advertidos com cartão amarelo. Apesar disso, nenhum atleta chega pendurado para o confronto contra o Japão, pelos 16 avos de final. O motivo é uma mudança implementada pela Fifa para esta edição do torneio, que passou a zerar os cartões amarelos ao fim da primeira fase.
Casemiro, Ibañez, Douglas Santos, Danilo e Fabinho foram os brasileiros advertidos durante a campanha na fase de grupos. Com o reinício da contagem antes do mata-mata, todos estarão liberados para enfrentar o Japão sem risco de suspensão por acúmulo de cartões.
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“45 minutos podem custar um sonho de infância”, declarou Casemiro após a derrota do BrasilReprodução/Instagram: @casemiro

Vini Jr. e Casemiro marcaram gol para a Seleção no primeiro tempoCrédito: Nelson Terme – CBF

Danilo entrou na vaga de Ibañez na lateral direita.Rafael Ribeiro/CBF | Nelson Terme/CBF
O que mudou na regra?
A principal novidade da Copa do Mundo de 2026 é que os cartões amarelos são zerados em dois momentos da competição. Além da tradicional limpeza ao fim da fase de grupos, a Fifa também determinou um novo zeramento após as quartas de final.
A alteração foi aprovada em razão do novo formato do Mundial, que passou de 32 para 48 seleções e ganhou uma fase adicional no mata-mata. Com mais partidas eliminatórias, aumentava também o risco de atletas importantes ficarem suspensos por acúmulo de advertências.
Quando um jogador pode ser suspenso?
Pela regra da competição, dois cartões amarelos seguem resultando em suspensão automática. Na prática, um atleta que receber cartão nos 16 avos de final e voltar a ser advertido nas oitavas ficará fora das quartas de final. Encerrada essa fase, porém, os cartões voltam a ser zerados.
A partir daí, jogadores que acumularem cartões nas quartas de final e na semifinal poderão cumprir suspensão justamente na decisão da Copa do Mundo.
Mudança atende pedido das confederações
Segundo a Fifa, a criação de um segundo momento para zerar os cartões foi motivada por solicitações das confederações nacionais, que defenderam uma adaptação do regulamento ao novo calendário do Mundial.
A medida foi aprovada em 28 de abril, mesma data em que a entidade também oficializou a chamada “Lei Vini Jr.”, regra que prevê expulsão para jogadores que cobrem a boca ao dirigir ofensas a adversários ou integrantes da arbitragem durante uma partida.
Com isso, a Seleção Brasileira inicia o mata-mata sem jogadores pendurados, mas o controle disciplinar volta a ser decisivo a partir do duelo contra o Japão, já que dois cartões nas fases seguintes podem resultar em suspensão antes das quartas de final.



