Trabalhadores estrangeiros aparecem como os principais responsáveis pelos saldos positivos de emprego registrados no Acre, de acordo com a base da Relação Anual de Informações Sociais do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados. Os dados são compilados de registros feitos de janeiro a 15 de junho de 2026 e mostram que migrantes de países vizinhos e de outras regiões do mundo concentraram os melhores resultados entre admissões e desligamentos formais no período.
O maior saldo foi registrado pelos venezuelanos, que encerraram o período com 10 vagas a mais entre contratações e demissões. Na sequência aparecem bolivianos e colombianos, ambos com saldo positivo de três empregos. Os peruanos registraram saldo de uma vaga. Também apresentaram resultado positivo trabalhadores de Angola, Haiti e Estado da Palestina, com saldo de um emprego cada.
Os números chamam atenção porque os maiores saldos positivos da base estão concentrados justamente entre trabalhadores estrangeiros. Enquanto isso, outras nacionalidades registraram mais desligamentos do que admissões, reduzindo o resultado final das movimentações contabilizadas no Acre.
Entre os grupos com saldo negativo aparecem trabalhadores dos Estados Unidos, Afeganistão e Albânia. Também foram registrados resultados negativos para cidadãos da Áustria, Cuba, Fiji, Barein e Arábia Saudita.
Ao todo, a base analisada aponta saldo líquido de oito empregos formais para o Acre. Embora o resultado geral seja positivo, a distribuição das vagas mostra que boa parte das contratações registradas ocorreu entre trabalhadores vindos de outros países, especialmente da América do Sul.
A predominância de venezuelanos, bolivianos, colombianos e peruanos acompanha uma realidade observada nos últimos anos na região amazônica. Pela localização estratégica do Acre e pela proximidade com as fronteiras da Bolívia e do Peru, o estado tornou-se uma das portas de entrada para migrantes que buscam oportunidades de trabalho no Brasil.
Os registros analisados mostram a presença de trabalhadores de pelo menos 16 nacionalidades diferentes nas movimentações formais de emprego vinculadas ao Acre. Entre elas, os países sul-americanos concentraram os melhores resultados, reforçando a importância da migração regional para o mercado de trabalho formal registrado na base.
Os dados fazem parte dos arquivos de movimentação do Novo Caged e consideram admissões e desligamentos informados pelos empregadores. Como a base disponível para o Acre possui quantidade reduzida de registros, os números representam exclusivamente as movimentações presentes nos arquivos analisados e não permitem conclusões sobre todo o mercado de trabalho acreano.
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Whidy Melo




