Imagens inéditas mostraram a reação das pessoas após Maria Eduarda Rodrigues ser lançada de uma ponte em Limeira (SP), na prática de rope jump. Além do susto e indignação, elas também questionaram quanto ao equipamento de segurança.
Imagens gravadas por um novo ângulo mostraram o momento em que Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21 anos, foi lançada de aproximadamente 40 metros de altura da Ponte do Esqueleto em Limeira, no interior de São Paulo, durante a prática de rope jump.
A gravação, divulgada pela EPTV, afiliada da Globo para Piracicaba e região, foi divulgada nesta segunda-feira (22), e também exibiu as demais pessoas incrédulas com o ocorrido.
Poucos segundos após Maria Eduarda ser arremessada da estrutura, a reação de quem estava no local mudou. Ao fundo, é possível ouvir algumas pessoas questionando sobre os equipamentos de segurança.
“Gente, a corda!”, disse um. “Cadê a corda?”, perguntou outro. “Não, gente, para. Como a corda arrebentou?”, quis saber um terceiro indivíduo. Os funcionários que estavam na ponte ficaram olhando para baixo após o lançamento da jovem.
Assista:
Novas imagens mostram reação das pessoas após jovem ser lançada de ponte pic.twitter.com/aBYVcTtkZP
— WWLBD ✌🏻 (@whatwouldlbdo) June 22, 2026
Ao todo, seis pessoas foram detidas até o momento. Os primeiros instrutores associados à tragédia foram presos em flagrante e seguirão atrás das grades após a Justiça negar o pedido de habeas corpus feito pela defesa deles. Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, Maicon Fernandes Cintra, de 42, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27, responsáveis por auxiliar Maria Eduarda no salto, foram transferidos para o CDP II (Centro de Detenção Provisória) de Guarulhos, na Grande São Paulo.
Já na manhã de sábado (20), a Polícia Civil prendeu mais três pessoas de forma temporária. Evelyne dos Santos Gonçalves, de 29 anos, foi detida no Rio de Janeiro (RJ), e é responsável pela empresa informal que realizava os saltos. O mesmo aconteceu com outros dois homens, um de 25 e 27 anos.
“No curso das apurações, foram reunidos elementos que indicam possível supressão de provas relevantes para a investigação, especialmente relacionadas ao desaparecimento do equipamento de captação de imagens utilizado pela vítima durante o salto”, explicou a delegada Andréa Levy.
O trio é suspeito por desaparecer com a câmera presa ao corpo de Maria Eduarda e que registrou o salto e os momentos anteriores, bem como por apagar conteúdos digitais relevantes para o esclarecimento do caso. As informações foram divulgadas em nota, pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP).
A prisão do trio tem duração de cinco dias. A SSP ainda afirmou que a investigação apura, em tese, a prática de crimes dolosos contra a vida, na modalidade de dolo eventual, além de possível fraude processual.
O que diz a defesa
A defesa de Evelyne disse que ela tem colaborado desde o início com as investigações e os fatos estão sendo apurados. Já o advogado de um dos homens presos no sábado afirmou que eles não tiveram participação ativa no salto.
“Eles não tiveram função típica ou ativa no salto. Eles só participaram no momento em que terminava aquele salto. Então, um puxava a corda de volta para cima e outro apenas tirava a corda do participante do salto. Os dois prestaram socorro, ajudaram a desatolar carro de bombeiro e polícia”, explicou Vitor Aurélio.
Conforme o advogado, um dos homens viu a câmera na vítima logo após a queda. “Ele viu a câmera. Inclusive, é de interesse dele que apareça a câmera aqui, porque ele prestou socorro e participou de nada”, argumentou.
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Thamyris Couto



