Técnico confirma mudanças na equipe para a segunda rodada da Copa do Mundo, mas mantém tradição de revelar a escalação apenas aos jogadores
Carlo Ancelotti confirmou que fará mudanças na Seleção Brasileira para o confronto contra o Haiti, pela segunda rodada da Copa do Mundo, mas manteve o mistério sobre os nomes escolhidos. O treinador revelou que a equipe titular já está definida internamente e que os jogadores escalados foram informados, reforçando uma prática que tem marcado seu início de trabalho no Brasil: revelar a formação apenas aos atletas e evitar qualquer vazamento antes das partidas.
Apesar de ter definido a equipe que começará a partida, o treinador italiano optou por manter o mistério. Em entrevista coletiva concedida na noite desta quinta-feira (18/6), Ancelotti confirmou que fará alterações no time, mas evitou revelar os nomes dos escolhidos.
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Carlo AncelottiCrédito: Reprodução: Rafael Ribeiro – CBF


Carlo AncelottiCrédito: Reprodução Rafael Ribeiro – CBF


Carlo AncelottiFoto: @rafaelribeirorio/CBF
Em tom descontraído, chegou a brincar sobre a quantidade de mudanças previstas. “Vou mudar quatro ou cinco jogadores”, afirmou inicialmente. Na sequência, corrigiu a declaração entre risos: “Brincadeira, brincadeira (risos). Serão um pouco menos. Não vou falar. Quem vai jogar já sabe.”
Desde que assumiu o comando da Seleção, Ancelotti tem adotado a prática de comunicar a escalação aos atletas apenas no dia das partidas. A estratégia tem dificultado vazamentos e mantido dúvidas sobre a formação titular até os momentos finais antes dos jogos.
Ajustes após estreia abaixo do esperado
Durante a coletiva, o técnico admitiu que o desempenho apresentado pelo Brasil contra o Marrocos ficou aquém do esperado, especialmente na primeira etapa, e explicou que as mudanças pretendem corrigir problemas observados na estreia.
“Alguma mudança vamos fazer, mas não é uma mudança que possa ser de alguns jogadores, que podem estar mais frescos que outros, mas é uma mudança que queremos melhorar o jogo, porque o jogo na primeira parte não foi bom, temos que melhorar este aspecto. O equilíbrio e também a qualidade do jogo. Eu acho que temos a qualidade para fazer isso. Temos na frente jogadores que têm qualidade, que têm rapidez, que são fortes, que são potentes”, disse.
O treinador também destacou que o elenco realizou uma análise interna sobre a atuação diante dos marroquinos e afirmou confiar na evolução da equipe ao longo da competição.
“O resultado que não foi bom contra o Marrocos me deixa um pouco crítico na equipe, mas temos que fazer uma crítica positiva, construtiva, porque é o primeiro jogo e temos que buscar a solução. Eu acho que a autocrítica da equipe, dos jogadores, foi uma crítica positiva, e trabalhamos nesses dias para tentar solucionar isso, e eu acho que vamos solucionar. Ou antes ou depois, vamos solucionar, porque sigo confiante de que a equipe vai ser competitiva”, pontuou.
Neymar segue fora
A principal ausência brasileira continua sendo Neymar. O camisa 10 permaneceu em Nova Jersey e não viajou com a delegação para a Filadélfia. A comissão técnica mantém cautela no processo de recuperação física do atacante e evita antecipar seu retorno aos gramados. A tendência é que o jogador siga fora das próximas partidas da fase de grupos.
Importante lembrar que Casemiro e Ibañez, advertidos com cartão amarelo contra o Marrocos, estão pendurados. A provável escalação brasileira tem Alisson; Danilo, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Lucas Paquetá (Danilo Santos); Raphinha, Matheus Cunha e Vini Junior.
Haiti busca primeiros pontos da história
Do outro lado estará uma seleção que tenta construir um capítulo inédito em sua trajetória nos Mundiais. O Haiti retornou à Copa do Mundo após 52 anos e ainda busca seu primeiro ponto na história da competição.
Na estreia, os haitianos foram derrotados pela Escócia por 1 a 0, mas apresentaram desempenho competitivo. A equipe finalizou 15 vezes e pressionou os europeus até os minutos finais.
Ancelotti elogiou o próximo adversário e ressaltou a necessidade de encarar o confronto com seriedade: “O jogo do Haiti contra a Escócia foi um jogo muito equilibrado. É um time que está bem organizado, o sistema é bastante claro. Eles jogam um bom futebol com as características que eles querem. É um rival que temos que respeitar, como todos os rivais, pois eles jogam a Copa do Mundo e todos estão muito motivados. Todos os jogos são muito equilibrados e competitivos.”
A seleção haitiana aposta principalmente na força ofensiva de Frantzdy Pierrot, atacante de 1,94m que soma 34 gols em 55 partidas pela equipe nacional. O centroavante é acompanhado por Wilson Isidor, do Sunderland, e Jean-Ricner Bellegarde, do Wolverhampton.
A provável formação do Haiti tem Placide; Arcus, Adé, Delcroix e Expérience; Jean-Jacques, Deedson e Bellegarde; Providence, Isidor e Pierrot.
Com apenas um ponto conquistado na primeira rodada, o Brasil tenta transformar as correções trabalhadas ao longo da semana em resultado dentro de campo. Já o Haiti busca surpreender e conquistar seus primeiros pontos em uma Copa do Mundo.




