57% das famílias de Rio Branco vive com até dois salários mínimos

Foto: Sérgio Vale/ac24horas

A maior parte dos moradores de Rio Branco vive com renda familiar de até dois salários mínimos. É o que mostra levantamento realizado pelo Instituto Pesquisas de Opinião (IPO) em parceria com a Universidade Federal do Acre (Ufac) divulgado na terça-feira, 16, que traçou um panorama socioeconômico da capital acreana. Segundo a pesquisa, 57,5% dos entrevistados declararam que a renda mensal de suas famílias não ultrapassa o equivalente a dois salários mínimos.

Dentro desse grupo, 20,3% afirmaram possuir renda familiar de até um salário mínimo, enquanto 37,2% disseram receber entre um e dois salários mínimos. Os números revelam que a maioria da população rio-branquense está concentrada nas faixas de renda mais baixas, evidenciando os desafios econômicos enfrentados por grande parcela dos moradores da capital.

A pesquisa mostra ainda que 23,9% das famílias possuem renda entre dois e três salários mínimos. Já os grupos com maior poder aquisitivo representam uma parcela menor da população: 8,8% declararam renda entre três e cinco salários mínimos e apenas 9,8% informaram renda superior a cinco salários mínimos.

Os dados indicam que quase oito em cada dez famílias de Rio Branco sobrevivem com até três salários mínimos mensais. Somadas, as faixas de renda de até um salário mínimo, entre um e dois salários mínimos e entre dois e três salários mínimos alcançam 81,4% dos entrevistados.

O levantamento também evidencia desigualdades entre as diferentes regiões da cidade. As menores rendas familiares estão concentradas principalmente em áreas periféricas, como Baixada, Belo Jardim e Vila Acre, enquanto os rendimentos mais elevados aparecem com maior frequência na região central e em bairros considerados mais estruturados economicamente.

Realizado com 800 moradores de Rio Branco, o levantamento buscou mapear características socioeconômicas da população e aponta que a renda familiar continua sendo um dos principais indicadores das condições de vida na capital do Acre.

Lucas Vitor

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