Os três instrutores presos pelo acidente que matou Maria Eduarda Rodrigues de Freitas durante um salto de rope jump foram transferidos de presídio em São Paulo. O caso também ganhou novos desdobramentos com a divulgação dos depoimentos prestados à polícia. Veja os detalhes.
Os instrutores envolvidos no acidente que causou a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, foram transferidos do Centro de Detenção Provisória de Piracicaba, em São Paulo, para o Centro de Detenção Provisória II de Guarulhos. De acordo com o advogado do trio ao g1, nesta terça-feira (16), a decisão foi para preservar a integridade física dos investigados.
Luis Felipe Feliciano Egoroff, Maicon Fernandes Cintra e Vitor de Freitas Gonçalves estão presos desde sábado (13). No dia seguinte, a prisão em flagrante foi convertida em preventiva. Enquanto a defesa afirma que a transferência ocorreu por questões de segurança, a Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) informou apenas que a mudança aconteceu por “questões administrativas”.
Além das informações sobre a transferência, a polícia também divulgou vídeos dos depoimentos prestados pelos três instrutores no dia do acidente. Nas gravações, obtidas pela EPTV, afiliada da TV Globo, nenhum deles conseguiu esclarecer como a jovem foi lançada sem a corda de segurança.
Assista:
VÍDEO: veja depoimento de trio preso por morte de jovem lançada sem corda em salto de rope jump em SP #g1 pic.twitter.com/fXGtybfLdY
— g1 (@g1) June 16, 2026
A defesa dos investigados informou que pretende entrar com um pedido de habeas corpus. Em nota, o advogado Rafael Gomes dos Santos afirmou que discorda da tipificação dolosa atribuída ao caso e sustentou que os três “em nenhum momento tiveram a intenção ou assumiram o risco do resultado morte”.
No dia do acidente, ele já havia declarado que os instrutores eram apaixonados pelo esporte, nunca haviam enfrentado problemas semelhantes e classificou o episódio como uma “triste fatalidade”.
Maria Eduarda participava de um evento de rope jump realizado na Ponte do Esqueleto, entre Limeira e Cordeirópolis, interior de São Paulo. O grupo organizava saltos de aproximadamente 40 metros de altura, cobrando R$ 180 por participante. Cerca de cem pessoas participaram da atividade naquele sábado. A vítima escolheu a modalidade conhecida como “aviãozinho”, em que o praticante é lançado pelos próprios instrutores, em vez de saltar sozinho.
Segundo testemunhas, Maria Eduarda usava uma câmera presa ao corpo durante o salto. No entanto, o equipamento desapareceu após o acidente. Saiba detalhes, clicando aqui.
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Marcelle Souza




