Novos trechos do depoimento de Luis Felipe Feliciano Egoroff, 32, preso pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21, em salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira (SP). Ele depôs à delegada Andrea Dantas Levy e falou sobre o caso, atendimento e checagem de equipamentos.
Novos trechos do depoimento de Luis Felipe Feliciano Egoroff, 32 anos, preso pela morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, 21, foram divulgados pelo Metrópoles nesta terça-feira (16). A jovem morreu na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo, após realizar um salto de rope jump sem a corda de segurança. O instrutor afirmou que ainda não entende como a tragédia aconteceu e classificou o caso como uma “fatalidade”.
O depoimento foi prestado à delegada Andrea Dantas Levy, responsável pelo registro da prisão em flagrante dos três envolvidos, e teve duração de 7 minutos e 30 segundos.
Durante o testemunho, o profissional reforçou que ele e os colegas seguem sem explicação para o ocorrido: “Então, a gente está nessa prática há um tempo e, tipo, hoje foi uma fatalidade. A gente não consegue entender o que aconteceu”.
Em seguida, a delegada questionou se Egoroff chegou a prestar socorro à vítima. Ele afirmou que desceu de rapel e encontrou Maria Eduarda recebendo os primeiros atendimentos.Segundo o instrutor, ele permaneceu no local até a chegada do resgate e depois retornou à ponte: “Desci lá embaixo e tinha uma enfermeira fazendo RCP [manobra de emergência para parada cardiorrespiratória]. Aí o resgate chegou e eu subi”.
Na sequência, o profissional também foi questionado sobre a troca de uniforme. Ele explicou que, no momento do acidente, estava usando a roupa de trabalho e decidiu trocar porque a camiseta estava suja: “Eu passei no meu carro e tirei. Ela estava molhada. A minha camiseta já estava molhada, e cedo eu já tinha colocado ela. Ela estava muito suja. Aí eu tirei, coloquei no carro e vesti essa que estava limpa”.
Por fim, a delegada questionou Egoroff sobre a fiscalização dos equipamentos usados nos saltos naquele dia. Ele explicou que a equipe havia realizado a checagem nos pulos anteriores, mas afirmou que ainda não sabe o que aconteceu com Maria Eduarda: “Sim, fiz [inspeção e fiscalização nos pulos anteriores]. No dela estamos sem entender até agora”.
➡️ “Foi fatalidade”, diz instrutor preso por morte de jovem em rope jump pic.twitter.com/ekZElcVCRp
— Metrópoles (@Metropoles) June 16, 2026
Em depoimento à Polícia Civil divulgado pelo “Fantástico” neste domingo (13), Egoroff também afirmou que a equipe não trabalhava com funções previamente definidas durante os saltos, e a verificação dos equipamentos era realizada em conjunto: “Às vezes a gente, tipo assim, não coloca; outro confere, outro confere, outro coloca. Às vezes um faz, o outro vem, vê se tá certo”.
Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos, um dos instrutores detidos no caso, também classificou o ocorrido como uma “fatalidade”: “Foi realmente uma fatalidade. Ninguém sai de casa para cometer um negócio desse [matar uma pessoa]. Todo mundo lá [instrutores presos] é tarado por esporte. É uma rapaziada que gosta, e se juntou para fazer isso”.

Decisão da Justiça
Em audiência de custódia, o juiz Paulo Henrique Stahlberg Natal afirmou que os três instrutores, Egoroff, Gonçalves e Maicon Fernandes Cintra, 42 anos, atuavam de forma integrada na condução de uma atividade de alto risco, realizada, segundo ele, sem o cumprimento dos protocolos básicos de segurança. Diante do conjunto de provas, a Justiça decidiu converter a prisão em flagrante em prisão preventiva.
O evento ocorreu no último sábado e reuniu entre 80 e 90 participantes para a prática de rope jump. Maria Eduarda foi a 17ª pessoa a saltar ao longo do dia. Gravações mostram o grupo conduzindo a jovem até a estrutura pouco antes do salto.
Assista ao depoimento:
Siga a Hugo Gloss no Google News e acompanhe nossos destaques
Clara Andrade



