A enfermeira Rayza Dias revelou se Maria Eduarda Rodrigues ainda estava viva após realizar o salto de rope jump, no interior de São Paulo. A profissional relatou os primeiros socorros prestados e o estado da vítima. Rayza ainda recordou uma conversa que teve com Maria Eduarda.
A enfermeira Rayza Dias foi responsável por prestar os primeiros socorros a Maria Eduarda Rodrigues de Freitas após a jovem de 21 anos ser lançada sem as cordas de segurança durante um salto de rope jump de aproximadamente 40 metros de altura, no interior de São Paulo. Em entrevista ao programa “Domingo Espetacular“, exibida neste domingo (15), Rayza revelou que a vítima ainda estava viva quando foi atendida, embora apresentasse pulsação fraca.
A enfermeira estava como turista na área do salto e disse que desceu por uma ribanceira íngreme e coberta de barro para prestar os primeiros socorros à jovem, avaliando os sinais vitais. “Eu ralei toda a minha mão, porque lá é uma ribanceira e tem só uma corda pra gente descer. Eu estava toda cheia de barro, mas fui descendo. Nós andamos tudo”, recordou ela.
À reportagem, a profissional descreveu o estado em que Maria Eduarda estava. “Vi que ela estava com uma respiração ofegante e olhei a pupila dela, que, infelizmente, estava dilatada, as duas, e vi pulsação. Estava bem fraco, mas ela ainda tinha pulsação”, afirmou. Em seguida, ela narrou uma conversa entre as duas.
“Eu ainda conversei com ela. Tenho mania de brincar e falar ‘ninguém morre no meu plantão’. Ainda falei pra ela: ‘Duda, ninguém morre no meu plantão’, mesmo que eu não estivesse de plantão ali”, completou Rayza, visivelmente abalada com a tragédia.
Assista:
A tragédia aconteceu na manhã de sábado (13), quando Maria Eduarda participou de uma atividade de rope jump em Limeira, interior de São Paulo. A modalidade também é conhecida como “aviãozinho”, ou seja, o participante é sustentado horizontalmente antes de ser lançado da plataforma.
Conforme a investigação, a jovem foi impulsionada sem que as cordas de segurança estivessem presas e caiu de uma altura aproximada de 40 metros. A morte foi constatada ainda no local. Imagens que circulam nas redes sociais registraram o momento do acidente. Segundos após o lançamento, testemunhas perceberam a falha e começaram a gritar em desespero: “Gente, a corda!”.
Veja o vídeo [Atenção! Imagens fortes]:
😨 💥 CONTEÚDO SENSÍVEL: Mulher de 21 anos morre após cair de altura de 40 metros durante salto de rope jump em Limeira (SP); funcionários da empresa responsável ESQUECERAM de prender a corda antes do salto. pic.twitter.com/mHk56roBOg
— République 🇧🇷 (@republiqueBRA) June 13, 2026
Neste domingo, a Justiça converteu em prisão preventiva a detenção de Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, Vitor de Freitas Gonçalves, de 27, e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos. Os três aparecem nas imagens carregando Maria Eduarda até a plataforma pouco antes de lançá-la.
Os três investigados responderão por homicídio com dolo eventual, quando a pessoa assume o risco de provocar a morte, mesmo sem desejar diretamente o resultado. Outras pessoas que trabalhavam na organização do evento chegaram a ser conduzidas à delegacia para prestar esclarecimentos, mas acabaram liberadas por falta de elementos que justificassem a manutenção das prisões.
Agora, a Polícia Civil busca encontrar uma câmera de modelo GoPro que estava presa ao corpo do Maria Eduarda. Como apontado pelas autoridades, o dispositivo permitirá entender a dinâmica do acidente, além de descobrir o último diálogo entre a vítima e instrutores e se houve alguma orientação e/ou cuidado quanto à prática naquele momento.
No entanto, policiais militares e até bombeiros não localizaram a câmera ao irem ao local onde a jovem estava caída. De acordo com o portal Metrópoles, as autoridades ainda não têm previsão de realizar novas buscas para tentar localizar o objeto.
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Thamyris Couto



