Omar Artan, da Somália, eleito melhor árbitro do continente africano, afirma que EUA “tem problemas com seu país”
Um caso de deportação à vésperas da Copa do Mundo de 2026 abriu um escândalo na comunidade internacional. O juíz Omar Artan, da Somália, eleito melhor árbitro do continente africano, foi impedido de entrar nos Estados Unidos para atuar durante o Mundial pela imigração norte-americana.
Segundo relatos da imprensa internacional, Artan, mesmo com documentação em dia e passaporte diplomático, foi impedido pela imigração norte-america de ingressar no país. O árbitro teria ficado 11 horas sob depoimento em uma cela e acabou sendo colocado em um voo de volta para seu país.
Em entrevista ao jornal “The New York Times”, Artan se disse “decepcionado” por não viver o sonho de apitar uma Copa do Mundo, além de declarar que os EUA ” têm um problema com o meu país”.
Veja as fotos
Omar Artan, da Somália, foi deportado ao chegar nos EUA para apitar a Copa do Mundo / Reprodução: FIFA

Omar Artan, da Somália, foi deportado ao chegar nos EUA para apitar a Copa do Mundo / Reprodução: FIFA

Omar Artan, da Somália, foi deportado ao chegar nos EUA para apitar a Copa do Mundo / Reprodução: FIFA

Omar Artan, da Somália, foi deportado ao chegar nos EUA para apitar a Copa do Mundo / Reprodução: CAF
Em nota, a FIFA confirmou a exclusão de Artan do quadro de árbitros e disse que “não interfere no processo de vistos do país. Andrew Giuliani, responsável pela força-tarefa da Casa Branca durante a Copa do Mundo, disse à BBC: “Embora eu não possa entrar em detalhes sobre a questão da desaprovação, posso afirmar que foi a decisão correta da alfândega e da patrulha de fronteira, e eu a apoio”.
Em dezembro de 2025, Donald Trump fez ataques a imigrantes somalis nos Estados Unidos, a grande maioria concentrados no estado de Minnesota, e afirmou que eles deveriam “voltar do lugar onde vieram”.



