No dia seguinte ao desabamento da Ponte Frei Paolino Baldassari, a equipe do ac24horas Play esteve no barranco do 2º Distrito de Sena Madureira e registrou erosões e rachaduras nas cabeceiras da ponte marcadas com cal, sinalizações feitas pelas equipes de Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Polícia Civil como parte do levantamento técnico iniciado neste sábado (6). As marcações aparecem dos dois lados da ponte, tanto no 2º Distrito quanto no 1º Distrito, e parte das erosões chega próximo a casas no bairro Niterói. O terreno arenoso, típico das margens dos rios amazônicos, contribui para o avanço do desbarrancamento.
Com a ponte fora de uso, as catraias voltaram a ser o único meio de travessia para pedestres entre os dois distritos. A prefeitura disponibilizou uma embarcação gratuita, mas moradores reclamam da demora. O comerciante autônomo Moaci Barros, morador do 2º Distrito, usa a catraia todos os dias para vender salgadinhos no Centro. “Antigamente era dois barcos, era mais rápido. Agora só um demora muito, o cara tem muita perda de tempo”, disse.
Ele contou que usava a ponte desde o primeiro dia de inauguração e que, quando caminhões pesados passavam, a estrutura balançava. Sobre a possibilidade de colapso, afirmou que ninguém esperava. “Nunca ninguém tinha essa ideia. Mas quando esse barranco começou a deslizar, todo mundo viu que o negócio não ia dar certo mais”, relatou.
O ac24horas também registrou com drone as marcações nas cabeceiras da ponte e as erosões que avançam pelo barranco nos dois lados do Rio Iaco. As imagens mostram a extensão do desbarrancamento e a proximidade das rachaduras com residências do bairro Niterói. As investigações sobre as causas do colapso seguem em andamento, com peritos especializados em engenharia deslocados ao município para realizar perícia completa na estrutura.
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Rebeca Martins




