Ação do Corpo de Bombeiros evitou tragédia maior, diz subcomandante

Foto: Whidy Melo

O subcomandante do Corpo de Bombeiros Militar do Acre, coronel Éden Santos, afirmou ao ac24horas Play neste sábado (6) que a rápida mobilização das equipes de emergência foi fundamental para reduzir os impactos do desabamento da Ponte Padre Paolino Baldassari, em Sena Madureira, ocorrido na noite de sexta-feira (5).

Em entrevista, o oficial explicou que, logo após o colapso da estrutura, bombeiros da capital e do município foram mobilizados para atuar no atendimento às vítimas e na avaliação dos riscos da área.

“Desde ontem, às 18 horas, quando aconteceu o colapso da ponte, iniciamos uma grande mobilização. Os bombeiros atuaram imediatamente no atendimento às vítimas e, ao mesmo tempo, deslocamos equipes especializadas de Rio Branco para reforçar a operação em Sena Madureira”, afirmou.

Segundo o subcomandante, as primeiras equipes chegaram ao município ainda na noite de sexta-feira e iniciaram o planejamento das ações de resposta. “Chegamos por volta das 23 horas e começamos a estruturar toda a operação. Como era noite, não sabíamos se havia outras vítimas ou pessoas desaparecidas. Por isso, mobilizamos especialistas e equipamentos para atuar em qualquer cenário”, explicou.

Quatro vítimas foram socorridas

De acordo com o Corpo de Bombeiros, quatro pessoas foram identificadas como vítimas do desabamento e receberam atendimento emergencial com apoio de moradores da região.“A força operacional do Corpo de Bombeiros conseguiu atender prontamente as quatro vítimas, com o apoio importante da população, que também ajudou no resgate. Todas foram encaminhadas ao hospital e, segundo as últimas informações que recebemos, três delas já haviam sido transferidas para Rio Branco”, disse.

Na manhã deste sábado, uma nova equipe retornou ao local para avaliar as condições da área e reforçar as medidas de segurança.

“Nosso objetivo agora é analisar os riscos existentes e impedir que a população acesse áreas que ainda possam oferecer perigo. Não sabemos se há partes da estrutura instáveis, e essa avaliação caberá aos engenheiros”, ressaltou.

Equipe especializada foi enviada ao município

O coronel informou que dez bombeiros mergulhadores e especialistas em estruturas colapsadas foram deslocados para Sena Madureira.“Trouxemos dez mergulhadores e três oficiais especializados em ocorrências com estruturas colapsadas. Caso existisse alguma vítima presa ou desaparecida, estaríamos preparados para realizar buscas e resgates de forma segura”, destacou.

Segundo ele, até o momento não houve registro de novas vítimas ou pedidos de busca por desaparecidos.“Não recebemos nenhuma informação sobre pessoas desaparecidas. A Polícia Militar também nos confirmou que não há registros nesse sentido”, afirmou.

Foto: Whidy Melo

Interdição foi realizada antes do desabamento

Durante a entrevista, Éden Santos destacou que o Corpo de Bombeiros participou da decisão de interditar a ponte após a identificação de riscos estruturais na quinta-feira (4). “Assim que tomamos conhecimento da instabilidade na estrutura, o comando da corporação, juntamente com a Polícia Militar, o Deracre e as equipes de engenharia, determinou o bloqueio imediato da ponte. A passagem de veículos e pedestres foi proibida para evitar acidentes”, explicou.

Para o oficial, a medida foi decisiva para evitar consequências ainda mais graves.“Essa ação foi fundamental para evitar uma tragédia maior. A ponte era utilizada diariamente pela população e, se não houvesse a interdição preventiva, poderíamos estar falando de um número muito maior de vítimas”, afirmou.

Relatório será elaborado

O Corpo de Bombeiros deve elaborar um relatório técnico sobre as condições observadas no local, com foco na segurança da população e nas medidas necessárias para garantir a circulação de pessoas na região.

“Vamos produzir um relatório situacional com tudo o que foi identificado do ponto de vista operacional e de segurança. Nosso compromisso é continuar atuando para proteger a população e apoiar todas as ações necessárias após esse incidente”, concluiu o subcomandante.

Saimo Martins

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