A Polícia Civil do Acre (PCAC), por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco), e o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), através do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagraram nesta terça-feira (2) a Operação Convergência Nacional, que resultou na prisão de 19 integrantes de uma organização criminosa com atuação dentro e fora do estado.
Segundo a PC-AC, além do Acre, mandados de prisão e de busca e apreensão também foram cumpridos nas cidades de Fortaleza (CE) e Florianópolis (SC), evidenciando o alcance interestadual das investigações.
Segundo as autoridades, a operação é resultado de uma investigação conduzida pelo Gaeco com apoio técnico e operacional da Polícia Civil. O trabalho avançou após a análise de dados extraídos de aparelhos celulares apreendidos com lideranças da organização criminosa, incluindo um integrante do chamado “Conselho” da facção.
As informações obtidas permitiram identificar a estrutura hierárquica do grupo, operadores financeiros e responsáveis pela logística de distribuição de entorpecentes, revelando uma atuação organizada e coordenada dos investigados.
Os detalhes da operação foram apresentados durante uma coletiva de imprensa realizada em Rio Branco. Participaram da apresentação o delegado titular da Draco e coordenador da operação, Gustavo Neves; o diretor do Departamento de Polícia da Capital e Interior, delegado Alcino Ferreira Júnior; o coordenador-geral do Gaeco, promotor de Justiça Antonio Alceste Calil; e o coordenador-adjunto do grupo, promotor Júlio César de Medeiros.
Durante a coletiva, o delegado Gustavo Neves destacou que a ação representa mais um avanço no combate ao crime organizado no estado.“Esta operação representa mais um duro golpe contra a estrutura da organização criminosa. As investigações permitiram identificar integrantes que exerciam funções estratégicas dentro da facção, possibilitando a adoção de medidas judiciais para enfraquecer sua atuação. A prisão de 19 investigados no Acre demonstra a efetividade do trabalho realizado”, afirmou.
Representando a Direção-Geral da Polícia Civil, o delegado Alcino Ferreira Júnior ressaltou os investimentos da instituição em inteligência policial e integração entre os órgãos de segurança. “A Operação Convergência Nacional demonstra a capacidade investigativa da Polícia Civil e reafirma o compromisso da instituição em promover segurança à população acreana por meio de ações firmes e qualificadas”, declarou.
Já o coordenador-geral do Gaeco, promotor Antonio Alceste Calil, destacou a importância da atuação conjunta entre os órgãos envolvidos na investigação. “Os resultados alcançados demonstram a eficiência da atuação integrada entre Ministério Público, Polícia Civil e demais instituições de segurança. O combate ao crime organizado exige ações coordenadas e permanentes”, ressaltou.
As investigações continuam e o material apreendido durante o cumprimento dos mandados passará por análise. De acordo com as autoridades, novas diligências e medidas judiciais não estão descartadas, podendo ampliar o alcance da operação e aprofundar as apurações sobre a atuação da organização criminosa.
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Saimo Martins




